
mercoledì
Em 2007...

:: Nova Vida em 2008...

Fazemos a contagem regressiva. Saltam as rolhas das garrafas de champanhe. Comemos as 12 passas e abraçamos aqueles que mais amamos.
Guarda-roupa funcional Segundo Susana Marques Pinto, produtora de moda e consultora de imagem, depois de limpá-lo daquilo que já não usa há algumas estações, deve complementar o que se tem com peças que permitam dinamizá-lo. “Se tem tudo em tons escuros, por exemplo, deve jogar com peças mais claras.
Cada ano que se cumpre segundo Isabel Leal
A atitude também é importante na mudança. Agarrar-se aos aspectos negativos para acreditar que não é capaz não é o melhor caminho. A melhor atitude será prender-se mais aos aspectos positivos. A diferença entre o sucesso e o insucesso está em valorizar as pequenas mudanças que se vai fazer em lugar de dar mais importância a todas as pequenas coisas que não se consegue mudar.
:: Para Ler... Pensar... e Meditar....
:: Recente...

" A Globalização parece aumentar a pobreza e a desigualdade...
Os custos de ajustamento para a maior abertura são suportados exclusivamente pelo pobre."
A Agência Central de Inteligência Norte-Americana (CIA), ainda em 2000, também abordou a questão:
" A economia global vai espalhar conflitos e estabelecer uma diferença maior entre vencedores e perdedores. Grupos excluídos enfrentarão profunda estagnação económica..."
A ONU também dizia no mesmo ano:
" O processo (Globalização) está concentrando poder e marginalizando o pobre."
O mais recente levantamento do Banco Mundial diz que 54,7 por cento da humanidade vive em estado de miséria ou pobreza extrema.
:: Acaso...
:: Vivemos...

Um Mundo capaz de deixar os necessitados à mercê da própria Sorte...
Um Mundo que muito pouco, quase nada, faz...
Mesmo diante da caótica situação geral, - da roubalheira, e do crescente sentimento de individualismo que impera...
... Contribua um pouco com a sua parcela para aliviar o sofrimento daqueles destituidos de quase tudo.
Cultive o sentimento de humanidade.
:: Existem...

:: O que será?...
:: Ajude!!!...
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Diz-me, então, por que vens ter comigo
É como se nada tivesse para te dizer
in «Poesia Reunida 1967-2000»
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:: Escultura de Hermann Pitz...

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:: Jardin de Invierno... Pablo Neruda

JARDÍN DE INVIERNO
mercoledì
:: Gabriel Garcia Marques...

:: Gabriel Garcia Marques...
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:: Patricia Vasconcelos...

Por leonor xavier l Fotografia de Pedro Bettencourt
Quando diz “dou-me bem com toda a gente”, não a deixam mentir todos aqueles que a conhecem já que encontrá-la, festejá-la, abraçá-la nos tantos e variados espaços de Lisboa é gosto, prazer, agrado.
Tem por profissão a responsabilidade de casar actores/actrizes com personagens/papéis em cinema, televisão, publicidade. Às vezes, teatro. Casting Director, assim mesmo em inglês, se diz o que faz. E ao todo, aos 41 anos plenamente vividos, tem mais de 300 títulos de obras/imagens de todo o género, em que participou. Longas-metragens, mais de 50. Filmes publicitários, mais de 100. Sem falar de curtas-metragens, telefilmes, séries de televisão. Raros entre nós são os actores que não conheça ou não nos tenha apresentado. E muitos são os que tem formado na sua própria Escola, desde o ano 2000. Mãe de dois filhos, Thomas, 15 anos, e Laura, quatro, descasada, não se aflige com o recomeçar dos dias. Ultimamente, está em mudança de vida e total felicidade. “A dream comes true”, exclama. “Andei tantos anos a realizar os so-nhos de outros, é altura de realizar os meus.”
Da mãe, Helena Guerra, fala com admiração: “Uma das mulheres mais bonitas que conheci, era uma espécie de Sofia Loren. As maquilhagens também ajudavam, ela tinha os olhos muito expressivos. Tem allure, tem uma cara extraordinária. Sente-se quando ela entra num sítio, goste--se ou não, é uma mulher culta, inteligente, conversa bem.” Do pai, o cineasta, realizador de cinema, António-Pedro Vasconcelos, fala mais no presente do que no passado: “Descobri-o tarde. Fui, sem querer, retirada do convívio com ele aos 10 anos. Mas tive a sorte de crescer com um grande senhor que era o Álvaro Guerra [segundo marido de Helena Guerra]. Perguntavam-me: ‘O teu pai?’ E eu: ‘Qual deles?’ Foi um grande privilégio poder receber cartas do meu pai e conviver com o escritor Álvaro Guerra, que foi convidado pelo [Presidente Ramalho] Eanes a abrir a Embaixada de Portugal na Jugoslávia. Sempre vivi com o Álvaro Guerra, os meus pais separaram-se tinha eu seis meses e aos 10 anos estava no Colégio Moderno.”
“Ter filhos saudáveis,
ter saúde, ser independente.
A partir daí,
é arregaçar as mangas.”
“A vida dá muitas voltas”
Responsável pelo casting de inúmeros filmes, Patrícia Vasconcelos resolveu fazer uma surpresa, no dia do casamento, ao seu marido: cantar jazz. Foi tal o sucesso que deu início a uma segunda actividade que agora a levou à gravação de um álbum. A bonita voz de uma mulher com muita garra.

Do Zaire, onde viveu dos 18 aos 23 anos, voltou para Portugal por saudades. Em Kinshasa, aos 19 anos, a paixão fez-se casamento e separação: “Era um belga lindo, com a altura do meu pai. Não queria casar, queria ir viver com ele. O Manel [Álvaro Guerra] disse-me que para isso tinha de casar. Eu chorei muito. ‘Casem-se’, dizia a mi-nha mãe. Durou cinco anos.” No Zaire foi hospedeira de terra na Lufthansa: “Adorava o que fazia.” Mas não conseguiu ser transferida para Lisboa e ficou sem trabalho. “Lembro-me do meu pai, durante um almoço: ‘O que queres fazer da vida?’ Eu gostava de moda, mas não havia uma profissão pela qual me apetecesse lutar. Fui parar a uma Feira de Moda no Fórum Picoas, chamada Os Hábitos do Fórum, em que a ideia era convidar a nova geração de estilistas para trabalharem com as fábricas de têxteis do Norte. Sou exigente, trabalhei como uma moura, não tinha tempo para o meu marido. Ele foi-se embora com muita dignidade, deixou-me uma carta de despedida. Era um senhor. Fantástico. Continuei a organizar a Feira e no fim, estávamos em 1987-1988, fizeram-me uma proposta. Não aceitei.”
Outra fase, definitiva, se iniciava: “O meu pai preparava o Aqui d’El Rey, um filme de época que era a maior co-produção do cinema português, em 1988, 1989. Ofereci-me para trabalhar, comecei como motorista e depois aterrei no guarda-roupa. Vestia os actores no plateau, que é o local das filmagens, tinha oportunidade de observar as pessoas mais competentes e de ver que tudo era minucioso. Não havia quem escolhesse bem os actores secundários. Vi que havia ali um nicho de mercado.”
Uma paixão, um filho, um rumo, Patrícia descobriu a fórmula, cheia de certezas: “Apaixonei-me perdidamente, de paixão assolapada, por um dos quatro assistentes de realização. O Nicolas, filho do Alain Oulman, é o pai do Thomas. Acabou o filme, o pai dele morreu, fomos para Paris, lá ficámos uns meses.” Sem perda de tempo, Patrícia foi à luta, para descobrir exactamente o que era casting: “É uma profissão autodidacta, não há um curso.” Não desistiu e foi à procura de um nome sempre citado: “Uma senhora que em 1989 tinha 70 e tantos anos. Telefonei-lhe, ia nervosíssima. Margot Capellier era um ícone, recebeu-me rodeada de fotos no chão, mandou-me sentar. ‘Sabes quem é a Maria de Medeiros? O Luis Miguel Cintra? Tens de conhecê-los todos.’ Levei a maior lição, marcou-me para a vida.” Entretanto, nasceu o seu primeiro filho, Thomas. O pai, Nicolas, foi estudar para os Estados Unidos, e já em Lisboa, sozi-nha e com um fi-lho, Patrícia deitou mãos à obra. Passou a ir sempre ao teatro: “Vejo o actor em cena, o que posso tirar dele não é linear. O verdadeiro entusiasmo, o desafio, é perceber que aquele actor pode fazer outro papel. Não revelo ninguém mas tenho a sorte de o actor me bater à porta. Ajudo a concretizar sonhos. Gosto muito do que faço, sou uma verdadeira privilegiada, o meu trabalho é o contrário da monotonia. Leio os guiões, tenho de dar vida às personagens, sou uma colaboradora do realizador, ajudo, dou ideias.”
Bem sucedida no trabalho, outro amor aconteceu: “No fim do século passado apaixonei--me por um outro homem e tive a Laura.” Mostra os dois anéis que usa: “Desenhei-os para os meus filhos, cada um tem uma frase representativa do que eu acho que eles são. São peças importantes para mim. Eu ligo muito aos objectos. Perdi outro filho, foi duro, fiquei com uma admiração mais sentida pelas pessoas que perdem uma gestação recente. A natureza é sábia, se não quer é melhor não forçar.” O amor tornou-se casamento: “Apeteceu-me fazer uma surpresa ao meu marido. E cantar umas músicas, uns clássicos de jazz. Preparei-me uns meses com umas lições privadas. No dia do casamento ninguém sabia disto. Casei-me de vermelho no Santiago Alquimista e cantei. Lembro-me do Nicolau Breyner sair disparado do meio das pessoas: ‘Tu cantas.’ Deu-me um beijo. O meu pai, que não é nada de fazer elogios, e ia fazer um filme a seguir: ‘Cantaste uma música que eu tinha pensado pôr n’Os Imortais.’ Pensei: ‘Algum jeito hei-de ter.’”
Da descoberta do palco até à decisão do estudo, um instante: “Fui para a escola aprender. Candidatei-me ao Hot Club, entrei para o curso livre. Tinha aulas de canto todas as semanas, a minha professora, Joana Rios, disse-me que devia começar a cantar nos bares. E assim foi. De repente gerou-se uma curiosidade: ‘Então a Patrícia canta? A Patrícia dos castings?’ Comecei a ter sempre as casas cheias. Passei a ser a voz dos jingles da Rádio Marginal. Em troca, apoiaram-me nos concertos.”
Há cinco anos, Patrícia conheceu um rapaz, “um talento”, que a desafiou para duas músicas no disco dos Mola Dudle: “Quando o conheci, tive o feeling de que tinha de o convidar para fazer um disco para mim. E assim começou a nossa aventura. Há quase dois anos e meio, tem sido todos os dias. A dream comes true. As letras são quase todas do meu pai, que se revelou um grande letrista.”
Não sofre de stress, afirma-se metódica e organizada. Tem por princípio que “a vida dá muitas voltas. Todos os dias me deito a agradecer as coisas que são fundamentais na vida. Ter filhos saudáveis, ter saúde, ser independente. A partir daí, é arregaçar as mangas e ir trabalhar”. Mulher de mão-cheia.