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:: Fala-se de Rita Blanco...



Cumpre 25 anos como actriz de corpo e alma. Divertida, versátil, Rita Blanco conta-nos como foi, como é e o que a faz mover.
Por Leonor Xavier - Máxima...
Diverte-se, move-se, diz-se a si própria. Não procura as palavras, que lhe fluem a par do pensamento. A expressão dos olhos tem uma incrível vivacidade. É curiosa, a querer saber dos ambientes, das histórias, das pessoas. Sentada, agita-se conforme o ritmo da fala. Ou levanta-se, para melhor exprimir. Mãe de Alice, no seu caso não é lugar comum dizer-se que é actriz de corpo e alma. Gostamos dela na série Conta-me Como Foi, eleito o melhor programa da RTP. O seu currículo é longo, corre seguido em 25 anos de carreira em Cinema, Teatro, Televisão. Na Televisão, em 1989, estreou com o humor de Herman José, em Casino Royal. A estreia no Teatro deu-se pela mão de Luis Miguel Cintra e, em 1999, foi nomeada Melhor Actriz para o Prémio Garrett, pela peça Nunca Nada de Ninguém, de Luisa Costa Gomes. Em 2001, esteve no Festival de Cannes, como protagonista de Ganhar a Vida, o filme de João Canijo escolhido para a Selecção Oficial de Filmes de Autor. No papel de Cidália, uma emigrante que tem um filho assassinado, Rita Blanco arrasou, na intensidade da sua personagem. --- Os realizadores portugueses procuram o seu talento. Trabalhou no Cinema com Manoel de Oliveira, Jorge Silva Melo, João Mário Grilo, João Botelho, João César Monteiro. Prepara-se para mais um filme de João Canijo. Sem tempo a perder, Rita Blanco proclama: “A vida é agora.”
Diz-se de si que tem raras qualidades, que é generosa e leal. Alguns amigos meus continuam a dizer que a minha melhor qualidade é a lealdade. Defeitos?
Tenho tantos. Posso ser agressiva na crítica, mas cada vez me é mais indiferente o que as pessoas acham de mim.
Continua a gostar de ler?
Leio muito, e fico contente por agora ter de usar óculos, era uma coisa que eu gostava de poder fazer na vida.
Está a preparar outro filme?
Fizemos um trabalho com alguma graça com a Vera Barreto, uma actriz que o João Canijo conheceu na ACT, a escola de teatro da Patrícia Vasconcelos, é especialmente talentosa. É inteligente, tem um bom sentido crítico. O João Canijo quis fazer um filme, e começou por uma improvisação filmada. Todos os dias improvisávamos, dizíamos as coisas mais importantes que se dizem entre mãe e filha, analisávamos, o João dizia: “Vamos gravar isto.” Saiu dali uma média- -metragem de meia hora, depois fizemos uma peça, Improviso Encenado, que representámos no CCB. Agora continuamos a trabalhar. Cada um de nós está a compor o seu texto e as personagens, para um filme.
Era muito nova quando conheceu o João Canijo, trabalharam em Teatro e Cinema, viveram juntos. Ele é uma presença forte na sua vida?
Tive a minha primeira experiência no Cinema quando ainda estudava no Conservatório, num filme de Claude D’Anna, Le Cercle des Passions, foi aí que conheci o João Canijo, tinha 18 anos. Ele achou-me graça, depois vivemos juntos. Esta minha relação de trabalho com o João é um percurso, tem importância na minha capacidade de trabalhar, é com ele que eu mais tenho evoluído como actriz. De cada vez, subo um degrauzito na maneira de olhar para o trabalho. De todos os filmes do João, só não fiz dois. No último, o papel foi feito para mim, mas não o fiz porque teria de ir para longe muito tempo. Não posso desaparecer dois meses e meio, porque tenho uma filha e quero ganhar o tempo com ela, hoje. A vida é agora.
Disse uma vez que gosta de fazer um papel dramático que tenha a ternura da comédia, que dê vontade de rir e de chorar. Pensa ou sente, quando faz um papel?
Não se pode representar sem pensar, sempre tive teorias.
Cada vez acho mais que a representação é tridimensional. Para representar é preciso pensar nas três dimensões. Ver a personagem, ver a pessoa, e ver o olhar da pessoa sobre essa personagem. Ser actor é estar sobre um círculo cheio de gomos, quando eu tiver passado pelos gomos todos, aí sou mesmo actriz a sério. Na peça Confissões ao Luar, de Eugene O’Neill, encenada pelo João Canijo, teve uma experiência importante. Como?
As pessoas começaram a rir, achei que estava a fazer uma coisa errada. A actriz para a personagem devia ser uma mulher grande, com medo do seu tamanho, o oposto de mim. Então, descobri que as pessoas estavam a rir pelo lado patético. E gostei. A coisa que mais me irrita é que não me questionem. Hoje procuram-se as respostas, nós divertimo- -nos com as perguntas. Não tenho o menor interesse nas respostas.
Eunice Muñoz diz que, na vossa profissão, é bom vestir e despir as personagens.
Vivemos várias vidas em simultâneo, isso é um gozo e um poder. Ser actor é estar longe do poder, pressupõe liberdade, e a liberdade é poder vi-ver várias coisas. E é uma sorte cada um poder ser como é, começamos a diferenciar-nos. Esta profissão tem uma coisa boa, está sempre a acabar e a recomeçar, temos sempre ciclos de vida, vamos vivendo outras coisas, outras vidas.
Fala muito bem inglês e francês, é fluente em italiano e espanhol. Gostava de ter uma carreira internacional?
Já não quero ir trabalhar para o estrangeiro, se não podemos dizer a palavra portuguesa, aquilo que dizemos não significa nada. O que digo tem de ser em português. Com toda a tristeza ou alegria de ser portuguesa, é isso que me interessa.
Em Cannes, deu entrevistas, apareceu nas fotografias. Era uma actriz importante?
Eu já lá tinha estado com o Manoel de Oliveira, com o filme Inquietude. Com Olhar a Vida, senti um olhar em cima de mim, os media deram importância ao papel. As pessoas dizem-me: vocês, actores, são tratados como príncipes. Sermos mimados à partida seria bestial. Estava a fazer um filme no Sul de França, eles achavam que eu era muito importante e não era, isso divertia-me. Já alimentei o ego, descobri que é um empecilho, que deve ser abatido liminarmente. Perguntei-me: vou continuar a representar? Aí, entra o Canijo. Faz-me ser criadora, entrar num projecto, tenho de decidir e escolher se quero ou não continuar.
Pensa em outras experiências, além de actriz?
Tenho dificuldade em lidar com a prática da autoridade. Gosto de dirigir actores. Gosto de trabalhar com crianças. Mas não sou capaz de encenar nem de realizar. Tem medo de falhar?
Prezo muito a coragem. Sou forte. O medo é uma prova de inteligência, mas, se não se enfrenta, paralisa. Eu nem da morte tenho medo. Tenho medo de ser má mãe, de falhar como mãe. Penso muito para descobrir como hei-de fazer que a minha filha seja corajosa, que não tenha medo e vá para a frente. O único medo que tenho é de lhe dar insegurança. Quem tem medo não vai poder avançar. Conta-Me como Foi tem sido um sucesso... É um exercício agradável de memórias e famílias. Cada vez que exercemos a palavra, temos de exercê-la com verdade intrínseca e cultural. É o nosso passado, o da nossa família, está lá tudo. Lembro-me daquelas personagens nos anos 60, há brincadeiras que faço porque me lembro, digo “Ó minha mãe”, uso certas palavras. Os ritmos de fala eram diferentes, as pessoas tinham mais tempo na cadência da fala. A graça é, em cada trabalho que fazemos, haver sempre partilha. Para um actor é muito bom ter pessoas competentes e criativas a trabalhar em cenários, adereços, guarda-roupa, como as que trabalham no Conta-Me.

:: Fala-se de Camané...


Camané no Coliseu de Lisboa no próximo dia 16 de Maio
Camané anuncia apresentação ao vivo no Coliseu de Lisboa no próximo dia 16 de Maio. Esta será a primeira vez que Camané actua no Coliseu de Lisboa e promete ser, para já, a grande apresentação ao vivo do tão aguardado novo disco – “Sempre de Mim”. O quinto álbum de estúdio – o primeiro desde 2001 – é composto por 16 temas; dez são fados tradicionais com letras, propositadamente escolhidas para estas gravações, de grandes poetas ligados ao Fado e de cúmplices velhos e novos de Camané: Pedro Homem de Mello, Luís de Macedo e David Mourão-Ferreira; Fernando Pessoa, Manuela de Freitas e Jacinto Lucas Pires. Dois outros temas são inéditos absolutos, nunca antes gravados, do lendário compositor de Amália, Alain Oulman, com letras de Pedro Homem de Mello. Três são melodias originais de José Mário Branco (também responsável pela produção) para letras de David Mourão-Ferreira e Manuela de Freitas. A 16ª é um inédito que Sérgio Godinho ofereceu a Camané. Relembre-se que “Sempre de mim”, editado a 21 de Abril, terá uma edição especial acompanhada por um DVD com um documentário de 30 minutos registado durante as gravações pelo realizador Bruno de Almeida.

:: Fala-se de Salvador Dalí...





Salvador Dalí inaugura nova galeria do Centro Português de Serigrafia no CCB
A inauguração da nova galeria do Centro Português de Serigrafia no CCB é assinalada com uma exposição de Salvador Dalí, 100 Gravuras da Divina Comédia de Dante. A mostra pode ser apreciada e adquirida entre 18 de Abril e 25 de Maio em três espaços do Centro Português de Serigrafia de Lisboa: no Centro Cultural de Belém, o Inferno, na sede do CPS, a São Bento, o Purgatório, na Galeria das Twin Towers, em Campolide, o Paraíso. Salvador Dalí inscreve-se na genealogia dos grandes artistas que ilustraram esta obra, um dos marcos da literatura ocidental, de Sandro Botticelli (1445-1510), a Miguel Ângelo (1475-1564), (frescos da Capela Sixtina), William Blake (1757-1827) e Gustave Doré (1832-1883). Inferno, Purgatório e Paraíso, na visão de Salvador Dalí (1904-1989), inspiram-se na obra imortal de Dante (1265-1321), “a grande voz da 1ª Renascença, a mais alta figura poética entre Virgílio e Shakespeare”, segundo o professor Marques Braga, um dos seus tradutores em Portugal. Este poema alegórico, escrito entre 1307 e 1321, ter-se-á desenrolado miticamente em 1300, em sete dias, de 7 a 14 de Abril, justamente o mês durante o qual se revelará entre nós esta obra magnífica, através da criação do genial pintor espanhol. O poema, que reflecte uma cosmovisão medieval, escrito em tercetos, divide-se em três partes e em cem Cantos, no decurso dos quais o Poeta realiza uma viagem imaginária, primeiro aos círculos infernais, acompanhado por Virgílio, até ao centro da terra onde se encontra Lúcifer, depois regressando à superfície terrestre, sobe a montanha do purgatório, para, guiado pela sua amada Beatriz, ser admitido no paraíso, de onde voando pelos nove céus, termina a maravilhosa viagem na contemplação divina. O intemporal friso das desventuras e venturas humanas, dos pecados e das virtudes, na crueza e na poesia das suas imagens, desfila perante os nossos olhos na poesia de Dante, culminando na revelação da luz e do Amor “que move o Sol e as outras estrelas”. Cintila hoje na realidade pulsional e onírica de Salvador Dalí, na mostra das cem gravuras que podemos apreciar agora em Lisboa, nos vários espaços do Centro Português de Serigrafia. A edição comemorativa dos 700 anos do nascimento do poeta, resulta da realização de 101 aguarelas entre 1950 e 1960, depois de uma encomenda em 1950, do Governo italiano, ao pintor espanhol. Suspensa, por oposição interna, foi retomada em 1959 com a colaboração dos editores Joseph Foret e Jean Estrade e concretizada no atelier deste último, entre Abril de 1959 e 23 de Novembro 1963, a partir de 3500 blocos de madeira que permitiram a impressão dos vários conjuntos de 100 imagens. Os trabalhos foram apresentados em Paris, em momentos diferentes, em 1960, o Inferno, em 1962, o Purgatório e em 1964, o Paraíso. Em 1970, no Hotel Meurice de Paris, Salvador Dalí assinou a lápis de cor, a vermelho e a azul, quatro conjuntos das gravuras da Divina Comédia para Joseph Foret. Uma dessas quatro colecções, assinada a vermelho, foi vendida a Giuseppe Albaretto, que para além de grande amigo de Dalí se tornou o editor de uma parte significativa da sua obra gráfica (“Bíblia Sagrada”, “Odisseia de Homero” e “As Mil e Uma Noites”, p.ex.). Anos mais tarde, este conjunto passou a ser propriedade de Roberto Mastella, sócio de Albaretto, de onde veio directamente para a exposição em Lisboa, no Centro Português de Serigrafia. Sobre as gravuras acompanhemos a crítica Maria João Fernandes: “Com as assombrosas imagens de Salvador Dalí penetramos a estreita fenda que na opacidade do real nos permite ascender aos territórios moventes e silenciosos do imaginário. Vagueamos entre sonhos, seres míticos de um Apocalipse que assombra o coração do homem, vagueamos sem trégua, espectadores e actores de um teatro do absurdo onde nos movemos todos os dias, setecentos anos depois de Dante. É o mesmo o vazio que nos corrói as ilusões e os devaneios queridos, as nuvens passam ainda, negras de um temporal, prestes a desabar. Os monstros que Goya visitou atravessam o delírio e deliram na sua irrisão misteriosa, fantasmagorias nocturnas e avassaladoras que no entanto hão-de perecer. Criaturas da noite, com os seus farrapos e o halo de uma esperança invasora, que a natureza guarda. Fomos feitos para amar, sem dúvida, o voo é-nos permitido depois da queda e a sensualidade é uma fogueira que arde sem arder, mergulhando-nos de súbito em cinzas. Teatro da crueldade, mas quanta doçura por vezes, um barco que a luz mais pura abraça e o horizonte é a porta de um sol que conduz ao âmago do paraíso. Árvores deliciosas, de água e ouro, um sono musical, fugas audaciosas, os limites esbatem-se, a mancha cria o espaço, o espaço é a figura do aberto. Figuras sem tempo, do tempo, nascem, esfíngicas e belas, para tudo regressar a uma beleza prometida, a um lugar de revelações fulgentes. Floração de coloridos enigmas, o labirinto explode e ficam as centelhas de uma luz, de um fogo e de uma água puríssimos. A viagem começa hoje, uma vez mais.”




:: Fala-se de...

O Bahrein e a cantora sexyO tema chegou ao parlamento. E o concerto da cantora libanesa Haifa Wehbe foi vetado pela quase totalidade dos deputados (apenas um votou a favor do espectáculo). Tida como demasiado sedutora e acusada de cantar mais com o corpo do que com a voz, a artista foi proibida de se apresentar naquele país do Golfo Pérsico por que a sua forma de actuar vai contra os princípios islâmicos. Mesmo assegurando que apareceria mais tapada do que o habitual os deputados foram taxativos: nada de concerto. Refira-se que os islamitas representam três terços dos parlamentares daquela monarquia. E, pelos vistos, movem-se com extremo empenho quando o assunto ofende a moral e os bons costumes do seu povo. Filha de uma mãe egípcia sunita e de um pai libanês xiita, Haifa Wehbe viu por primeira vez os olhos do grande público voltarem-se para ela quando venceu o concurso Miss Sul do Líbano. Tinha 16 anos. A carreira como cantora começou pouco depois e hoje é famosa em todo o Médio Oriente, com o seu repertório de músicas árabes e pop. Foi também actriz e modelo, até criou uma linha de design de jóias.


É uma casa portuguesa...Lembra-se das andorinhas de cerâmica, do rapador “Salazar”, da cera Encerite, dos sabonetes Ach. Brito? Pois estes e outros artigos nacionais, que se fundem na nossa tradição e na nossa memória colectiva, estão à venda no espaço A Vida Portuguesa, no n.º11 da Rua Anchieta, no Chiado lisboeta. Perca-se neste mundo de recordações.
www.avidaportuguesa.com




Cinema japonês de animação estreia-se em Lisboa
O Museu do Oriente apresenta o Monstra – Festival de Animação de Lisboa, entre 10 e 18 de Maio, com o objectivo de dar a conhecer o melhor do cinema japonês de animação e divulgar a cultura do Oriente. Nos dias 10 e 11 de Maio, a entrada nas sessões é gratuita, de modo a assinalar o fim-de-semana inaugural deste novo centro de cultura e lazer. Alguns dos filmes mais emblemáticos dos três principais cineastas japoneses - Osamu Tezuka, Hayao Miyazaki e Koji Yamamura – integram o conjunto de obras seleccionadas para mostrar, no Ocidente, o que de melhor e faz em termos de cinematografia de animação. Osamu Tezuka é, reconhecidamente, uma figura venerada por todos os autores de Banda Desenhada e animação japonesa, Miyazaki uma lenda viva da animação e o mais famoso cineasta japonês da actualidade, enquanto Yamamura revela-se como um dos mais invulgares realizadores de cinema de animação. O Monstra é, também, uma oportunidade para descobrir outras obras de relevo da animação japonesa, nomeadamente a longa-metragem The Tale of the White Serpent, realizada em 1958 por Yabushita e Kazuhiko Okabee, a partir de um antigo conto popular chinês. O filme, conhecido no Ocidente como Panda and the Magic Serpent, é a primeira longa-metragem de animação japonesa a cores e, também, a primeira a ter sucesso fora do Japão. Do programa consta, igualmente, uma retrospectiva de Renzo Kinoshita e um ciclo de obras de cineastas do Ocidente dedicado ao Oriente. Nesta secção, destaque, ainda, para a apresentação de Screen-Play (1993), do britânico Barry Purves, filme de animação de marionetas cuja história decorre, em vários tempos, numa mesa giratória, bem como para alguns filmes da série russa A Mountain of Gems, com os grandes nomes da animação soviética.

















Musica...







Rain , de Joe Jackson2008-05-05 10:15:40
Observador, apaixonado (pessimista…) e mestre da ironia, Jackson não muda. Volta a deixar de fora a guitarra eléctrica e a não precisar de mais do que voz, piano e secção rítmica para dar uma lição pop. Os requintes estão-lhe na massa do sangue. Perfeito.

:: Fala-se de Cinema - A Ultima Cartada...











A última cartada, de Robert Ben Campbell precisa de 300.000 dólares para estudar... Agora vai ter a sua oportunidade. «A Última Cartada« (“21”) é inspirado na história verídica das mentes jovens mais brilhantes dos E.U.A. - e de como eles ganharam milhões em Las Vegas. Ben Campbell (Jim Sturgess) é um tímido mas brilhante estudante do MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts). O seu único problema é não ter dinheiro para pagar as propinas escolares, mas a solução está onde ele menos esperava: nas cartas. Ele é recrutado para integrar o grupo dos mais talentosos estudantes da escola, que todos os fins-de-semana vão a Las Vegas, com falsas identidades e com as suas mentes brilhantes, são capazes de aumentar em grande escala as probabilidades de ganhar no Blackjack. Além disto, ainda contam com o seu professor de matemática (e génio da estatística) Micky Rosa (Kevin Spacey) como líder. A contagem das cartas e um, muito bem definido esquema de sinais, permitem à equipa vencer nos grandes casinos. Seduzido pelo dinheiro e pelo estilo de vida de Vegas, e pela sua inteligente e sexy amiga, Jill Taylor (Kate Bosworth), Ben começa a ir até ao limite. Apesar da contagem de cartas não ser ilegal, o risco é cada vez mais elevado e o grande desafio prende-se agora com, não só manter a contagem correcta, mas também, enganar o chefe de segurança dos casinos: Cole Williams (Laurence Fishburne). Estreia: 1 de Maio

:: Fala-se de Livros...




Crónica de Brites, de Júlia Nery“Partirás para Aljubarrota. Vais procurar a tal padeira, Brites de Almeida, e recolher a verdade da sua boca, se ela viva for”, diz o cronista-mor do reino, Fernão Lopes, ao seu jovem copista, que dela ouvirá toda a história. Com uma pá matara sete castelhanos? A Padeira de Aljubarrota, desde cedo...

:: O Sexo dos Livros...




Francisco Allen Gomes foi chefe de serviço da Clínica Psiquiátrica dos Hospitais da Universidade de Coimbra e responsável pela Consulta de Sexologia entre 1975 e 2001. Em 1987, coordenou com Afonso de Albuquerque e Júlio Silveira Nunes a publicação, em dois volumes, da obra A Sexologia em Portugal. Em 2003, em colaboração com Tereza Coelho, publicou o livro A Sexualidade Traída – Abuso Sexual Infantil e Pedofilia. Em Paixão, Amor e Sexo, reúne os textos que editou ao longo dos anos sobre sexualidade.


Há alguma passagem literária que ajude a descrever a sua vida?Um diálogo com um capelão, no livro de André Malraux, As Antimemórias (1967) [Allen Gomes procura o livro na estante e lê]: “– Há quanto tempo confessa? – Há uns 15 anos.– Que lhe ensinou a confissão a respeito dos homens? – Sabe, a confissão não ensina nada. Porque quando se confessa somos outro, há a graça. E contudo… olhe, em primeiro lugar as pessoas são muito mais infelizes do que se imagina. Ergueu os braços para o céu saturado de estrelas: ‘E depois o que se fica a saber é que não há grandes pessoas.’” Isto é a minha vida, sem nunca confessar ninguém. Apesar de tudo são os livros que nos permitem dar sentido a experiências clínicas, sinais, sintomas que as pessoas têm.









Francisco Allen Gomes, 65 anos, psiquiatra, terapeuta sexual é um nome incontornável na história da sexologia no nosso país. Autor do livro Paixão,
Amor e Sexo, abre as portas da sua biblioteca para falar da importância da literatura para a edificação do imaginário sexual feminino.
Por Isabel Freire
Acontece-lhe ir buscar à ficção compreensão para situações que lhe passam pelo consultório?
Permanentemente. A literatura ajuda-me muito a compreender a vida dos casais. Por exemplo, quando encontro pessoas muito preocupadas com o fim da paixão, lembro-me dos Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Marquez, o meu escritor favorito. No livro, duas personagens que têm um romance tórrido acabam por descobrir que o tédio tem mais potencialidades eróticas do que a fúria da paixão. De facto, se duas pessoas se sentem muito atraídas, não custa nada – custa depois, depois é que começa a história.
Lembra-se de alguma definição de erotismo na literatura?
Vargas Llosa escreveu que o erotismo é o que permite a um casal normal, no segredo da sua alcova, e em determinados momentos, conseguir ultrapassar o génio que leva à formação de uma grande ópera, de um grande livro. Ou seja, pessoas banais podem emular às grandes criações artísticas, numa ou noutra relação sexual.
Os quatro volumes que formam o Quarteto de Alexandria.
Por quem os Sinos Dobram e Cem Anos de Solidão, duas referências literárias para aquele especialista.

Há alguma passagem literária que ajude a descrever a sua vida?
Um diálogo com um capelão, no livro de André Malraux, As Antimemórias (1967) [Allen Gomes procura o livro na estante e lê]:
"– Há quanto tempo confessa? – Há uns 15 anos.– Que lhe ensinou a confissão a respeito dos homens? – Sabe, a confissão não ensina nada. Porque quando se confessa somos outro, há a graça. E contudo… olhe, em primeiro lugar as pessoas são muito mais infelizes do que se imagina. Ergueu os braços para o céu saturado de estrelas: ‘E depois o que se fica a saber é que não há grandes pessoas.’” Isto é a minha vida, sem nunca confessar ninguém. Apesar de tudo são os livros que nos permitem dar sentido a experiências clínicas, sinais, sintomas que as pessoas têm.
A literatura está cheia de amor e paixão. O sexo é menos literário?
Cada vez mais me convenço de que a paixão é sexo. O termo ‘paixão’ é apenas
uma elaboração racional para justificar uma poderosíssima atracção sexual, que é, aliás, um conceito recente na nossa história. E defendo o mesmo em relação ao amor à primeira vista. Como é que desconhecendo uma pessoa podemos dizer que é o homem ou a mulher da nossa vida? Afinal o que é isso, se não atracção sexual?! Porquê essa necessidade de camuflagem do sexo? O sexo foi sempre considerado algo menor, ‘animal’. Por isso, foi necessária uma elaboração intelectual para o tornar legítimo. E realmente a paixão trouxe essa legitimação. --- A literatura acompanha essa evolução conceptual? Eu acho que a literatura se vai adaptando. No entanto, não há uma diferença assim tão substancial entre o amor romântico dos séculos XVII, XVIII e a paixão dos nossos dias. Apesar de se considerar que o amor romântico não é uma proposta actual, as pessoas continuam a raciocinar nesses termos – a diferença é que estamos perante amor romântico acrescido de sexo (embora seja o sexo que está na origem do amor romântico).
Nas suas consultas as pessoas falam dos livros?
Sim, algumas. A literatura tem propriedades mais erógenas junto do público feminino? Provavelmente. Segundo alguns estudos, as mulheres reagem muito melhor ao erotismo sob a forma de literatura do que sob a forma de imagem.
Francisco Allen Gomes foi chefe de serviço da Clínica Psiquiátrica dos Hospitais da Universidade de Coimbra e responsável pela Consulta de Sexologia entre 1975 e 2001. Em 1987, coordenou com Afonso de Albuquerque e Júlio Silveira Nunes a publicação, em dois volumes, da obra A Sexologia em Portugal. Em 2003, em colaboração com Tereza Coelho, publicou o livro A Sexualidade Traída – Abuso Sexual Infantil e Pedofilia. Em Paixão, Amor e Sexo, reúne os textos que editou ao longo dos anos sobre sexualidade.
Também investiga por impulso da literatura?
Em 1964, quando o Jean-Paul Sartre recusou o prémio Nobel da Literatura, eu estava em Sevilha. Tinha comprado as obras completas do Federico García Lorca, interessava-me por flamenco e corridas de touros. Percebi que uma corrida era feita com uma ‘limpeza’ extraordinária. Não se perdia tempo: entre o touro sair, ser toureado, picado e morto, decorriam apenas 10 minutos. Mas, entretanto, surgiram toureiros que se propunham lidar animais rapidíssimos de forma lenta. Achei que era muito parecido com o sexo! De facto, se dois adultos quiserem ter uma relação sexual ‘higiénica’, podem fazê-lo em cinco minutos. Aliás, as casas de prostituição mostravam isso. O indivíduo escolhia uma prostituta na sala, iam os dois para o quarto, despiam-se, tinham uma relação sexual, ela lavava-lhe o pénis, vestiam-se, vinham para a sala… tudo em 10 minutos. O erotismo é o que contraria esta determinante biológica que faz com que o sexo seja rápido. Se o casal conseguir prolongar o tempo de sexo (se souber ir para a frente e para trás, controlando o orgasmo), em certos dias, conseguem fazer uma boa composição. As corridas eram uma metáfora para compreender o sexo?
Provavelmente, mesmo que na altura não tivesse essa consciência. O que fui observando é que o sexo está presente em tudo, apesar de ter sido tratado como se não estivesse presente em nada. Vejamos: é a causa de estarmos neste mundo, é responsável por códigos religiosos, éticos, jurídicos e outros. Mas era tratado como algo impróprio (horroroso) ou desinteressante (que era preciso romantizar para o tornar aceitável e sofrível).
E hoje?
Estou convencido de que ainda há muitas coisas parecidas com esta época. O sexo ainda é considerado um mal necessário. Está muito presente, é muito importante, ou porque as pessoas têm de se vestir de determinada maneira, ou porque têm de se aproximar umas das outras, mas depois… para se praticar, são muitas vezes necessários shots de bebida ou outras substâncias que baixem os nossos níveis de censura (e provavelmente passados dois dias nem temos bem a certeza se o fizemos).
Acho que o sexo ainda não é visto como uma experiência orgulhosa. Quem são os grandes escritores do sexo?
Não sei [levanta-se, olha para as prateleiras]. Escritores do sexo, que só escrevem a partir do sexo? Não estou a ver. Mas há autores muito marcantes, se pensarmos em abordagens da sexualidade: Emile Zola, Guy Maupassant, Jorge Amado.
Henry Miller?
Para Francisco Allen Gomes, o sexo ainda não é visto como uma experiência orgulhosa. “Foi necessária uma elaboração intelectual para o tornar legítimo.” Era um sexo provocatório, uma forma de luta e contestação. Era a pornografia, não era sexo como experiência erótica. Acabava por ser mais excitante tê-lo na estante do que lê-lo.
Lembra-se de descrições literárias com propriedades excitantes?
As cenas de amor em Por Quem os Sinos Dobram (1940), do Ernest Hemingway! Aqueles diálogos eram profundamente eróticos. Também o Quarteto de Alexandria (Lawrence Durrell), obras em que o sexo tem uma presença muito forte.
Foi consumidor de literatura erótica, na sua juventude?
Não havia muita. Nos finais dos anos 60 apareceram as primeiras traduções do Marquês de Sade, a Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica (Natá-lia Correia), e havia alguma BD (por exemplo, A Marca dos Avelares, histórias de uma família de homens com pénis enormes) que se comprava em determinadas tabacarias. Também me lembro dos livros da brasileira Cassandra Rios, com descrições eróticas tórridas, que eu achava altamente estimulantes. Na primeira metade do século passado a leitura deste tipo de descrições estava proibida às mulheres… Nas prateleiras de uma qualquer biblioteca que tivesse os chamados “romances de amor” para um consumo tipicamente “feminino”, poderíamos encontrar livros de autores como Guido da Verona (nomeadamente Mimi Bluette, A Flor do Meu Jardim, publicado em 1918). Era a história de uma bailarina de cabaret e as cenas de amor eram quentes, sensuais. Atenção que hoje continuariam a sê-lo. Eram livros contemporâneos de D. H. Lawrence, autor de O Amante de Lady Chatterley (1928), uma obra proscrita, mas o autor tinha outros com cenas de amor eventualmente mais estimulantes.
Chegou a ler Mimi Bluette, A Flor do Meu Jardim?
Sim, por volta dos 13 anos.
Isso era/é educação sexual?
Sim, completamente.
As mulheres continuam a precisar dessa educação sexual literária?
Estes livros permitiam a aprendizagem da estruturação do romance feminino, da narrativa do encontro amoroso e da verbalização dos afectos, sendo que alguns deles tinham também uma componente erótica.
Descreva uma cena erótica literária que a sua memória tenha guardado…
Há uma cena nos Maias, de Eça de Queiroz, que acho de um erotismo carregadíssimo, apesar de não ser explícita. Carlos está com Maria Eduarda e já sabe que são irmãos. A certa altura há um gesto, uma coxa que fica em evidência e eles fazem sexo. Aí há transgressão, ele sabe que está a ‘pecar’! Não voltei a ler a cena para não estragar esta memória.
Quando aconselha os seus pacientes a trabalharem o imaginário erótico, faz sugestões de leitura?
Não muitas vezes. Parto do princípio de que o que pode despertar uma pessoa, pode não funcionar com outra.
As mulheres portuguesas deviam trabalhar mais o seu imaginário erótico a partir da literatura?
Sim, estou completamente convencido disso. Muitas vezes me questionei sobre como aconselhar certas pessoas que eram autênticas folhas em branco em matéria de fantasias. Mulheres que se distraíam durante o acto sexual e não chegavam a lado nenhum. Eram provocantes, estimulantes, exibicionistas, mas não conseguiam ter prazer. Algumas delas, se estivessem a ler, conseguiam ir até ao fim, com excitação.
Isto acontece porquê?
Estas mulheres foram habituadas a pensar a excitação como sinónimo de perigo. E o livro era uma forma de se defenderem destes pensamentos de evitação. Enquanto liam, o pensamento de censura não entrava.
Publicação da Revista Máxima


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:: As canções de Amor...


As Canções de Amor
É um filme livre e perdidamente romântico de Christopher Honoré, em que os actores expressam as suas emoções ao longo das 13 canções de Alex Beaupain (o DVD inclui a banda sonora).

sabato

:: The Other Boleyn Girl...







Duas Irmãs, Um Rei - Cinema
Duas Irmãs, Um Rei apresenta uma mulher com uma determinação e um
desejo extraordinários que viveu no coração da corte mais excitante e
gloriosa da Europa e que sobreviveu ao seguir o seu próprio coração.
Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a

corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei,
Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua
família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga.
Críticas de imprensa
“É bom ser-se rei, mas é ainda melhor ser Phillipa Gregory,
a rainha da ficção.”
USA Today
“Fresco, extremamente vívido recontando a história de Ana Bolena.”

Publishers Weekly
“Este romance de leitura compulsiva é uma excelente narração da corte dos Tudor. Este é o romance histórico do ano.”

The Daily Mail
“Os detalhes e os diálogos tão credíveis levam-no directamente até aos claustrofóbicos aposentos dos palácios reais.”

The Times
Duas Irmãs, Um Rei
Título original: The Other Boleyn Girl
Género: Drama

:: Duas Irmãs, Um Rei... Cinema...

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:: Duas Irmãs, Um Rei...






Titulo: Duas Irmãs, Um Rei (The Other Boleyn Girl);
Autor(a): Philippa Gregory;
Editora: Civilização Editora;Eur 16.50
Resumo: Quando Maria Bolena vai a tribunal como sendo uma rapariga inocente de catorze anos, ela chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se pelo seu príncipe e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, à medida que o interesse do rei se começa a desvanecer, ela vê-se forçada a afastar-se e dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o seu rei, e abraçar o seu destino. Uma história rica e cativante de amor, sexo, ambição e intriga.
Filme...
Baseado no best-seller de Philippa Gregory, “The Other Boleyn Girl”, esta é uma fascinante e sensual história de intriga, romance e traição, tendo como pano de fundo um momento chave da História. Duas irmãs, Ana (Natalie Portman) e Maria (Scarlett Johansson) Bolena, são manipuladas pelos seus ambiciosos pai e tio para reforçar o poder e status da família, através da conquista dos favores do Rei de Inglaterra (Eric Bana). Abandonando a simplicidade da vida no campo, as duas irmãs entram na perigosa e excitante vida da corte – e, o que começara por ser uma iniciativa para ajudar a família, transforma-se numa rivalidade impiedosa entre Ana e Maria pelo amor do Rei. Inicialmente, Maria ganha os favores do Rei Henrique e torna-se sua amante, dando-lhe dois filhos ilegítimos. Mas Ana, esperta, intriguista e destemida, consegue afastar tanto a sua irmã como a mulher do Rei, a Rainha Catarina de Aragão, na sua incessante perseguição ao Rei. Embora os sentimentos de Maria por Henrique sejam genuínos, a sua irmã Ana tem os olhos postos no grande prémio – ela não descansará até ser Rainha de Inglaterra. Enquanto as irmãs Bolena lutam pelo amor do Rei - uma levada pela ambição, outra pela afeição genuína – a Inglaterra divide-se. Apesar das dramáticas consequências, as irmãs acabam por descobrir força e lealdade uma na outra e, para sempre, permanecem ligadas por um laço de sangue.

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Cada vez mais afastada das passerelles, Anna Westerlund, mãe realizada e mulher descontraída, quer continuar a fazer aquilo de que gosta: cerâmica de autor.Por Júlia Serrão l Fotografia de Pedro BettencourtRealização: Joana Lestouquet l Maquilhagem: Isabel Marcelino com produtos M.A.C.Agradecimentos: Mango, Stivali e Veronica Arbex


Quando diz: “Conscientemente, não faço um trabalho feminino, mas agrada-me que o resultado seja esse, que as pessoas o vejam dessa forma”, os olhos ganham um novo brilho. E a voz, um entusiasmo contagiante que também é característica marcante da sua personalidade. Anna Westerlund dá-se e envolve-se com paixão. Esse é o seu jeito de moldar o barro. E a vida. Alma de artista sempre à procura da estética, em pequena já gostava de desenhar e pintar. E a partir de diversos materiais, criar pequenas coisas que oferecia aos pais e colocava no quarto dela. Mas Anna só descobriu que queria ser ceramista mais tarde, “de repente, quase de um dia para o outro”, conta. Estava no 3.º ano do curso de Publicidade e Marketing da Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, com o objectivo de se profissionalizar em Publicidade, dividindo-se entre os estudos universitários e a sua actividade nas passerelles.Entrou para uma agência de modelos aos 16 anos – embora só tenha começado a trabalhar aos 18 –, incentivada pela mãe e por outras pessoas do círculo mais íntimo de relações da família, que acreditavam que podia ser um meio de lhe dar mais confiança.“Não fui para modelo por sentir que era muito bonita ou por ser vaidosa, nada disso. Pode parecer um pouco cliché, mas eu era extremamente insegura e muito complexada porque tinha crescido, em altura, muito cedo e era muito, muito magra”, explica Anna, lembrando que havia professores que se preocupavam com a sua magreza.


De cima para baixo: terrina de grêsjarra em paperclay e duas caixas em barbotina e vidro. Poderá conhecer outros trabalhos da ceramista no site
www.caulino.comTinha de lhes explicar que se alimentava correctamente e estava bem de saúde. Por essa altura viajava muito como modelo, o que lhe permitiu conhecer muitos países diferentes. Deles absorveu as artes em geral porque, sempre que podia, percorria as galerias das cidades e visitava as suas exposições, fazendo-se acompanhar de um caderno em que desenhava o que via e outras coisas que imaginava. O resultado desta actividade exploratória não se fez esperar: “De repente, comecei a sentir que a Publicidade não fazia sentido, que estava no curso errado. Sentia cada vez mais vontade de desenhar, de fazer, de criar.”A eleição da cerâmica aconteceu porque nunca se imaginou como artista plástica. “A cerâmica têm uma ligação forte ao design de interiores, a uma área mais utilitária, como tem também com a cerâmica de autor, ligada às artes. E eu gosto desta dualidade, que me permite trabalhar com o lado mais utilitário de objectos para uso diário, mas que são criativos e diferentes”, explica Anna, esclarecendo que, por vezes, esta fronteira não é assim tão rígida, que ela própria não sabe muito bem se as suas peças estão de um lado ou do outro. “Se calhar, também não há necessidade de fazer essa distinção.”A descoberta da “paixão pela cerâmica”, como ela própria refere, levou-a a interromper o curso universitário e a procurar uma especialização nas artes da olaria. Chegou a ponderar a hipótese de seguir Belas-Artes, mas sentiu que tinha de avançar rapidamente. “Não podia perder mais tempo, embora, na verdade, nunca se perca tempo”, observa. A escolha recaiu sobre o Centro de Artes & Comunicação Visual (Ar.Co), com cinco anos de aprendizagem pela frente: três anos de base e mais dois de projecto individual. Paralelamente, fez também os cursos de Desenho e Joalharia – uma mais-valia, um prazer suplementar.No final do curso, juntou-se a três ceramistas e criaram uma loja-oficina de autor no cimo de uma das sete colinas de Lisboa. A Caulino, como se chama, é um espaço de criação, exposição e venda, que também dá a conhecer obras de autores exteriores ao projecto das quatro mulheres. “Sentimos que, aos poucos, outros ceramistas portugueses começam a conhecer o nosso espaço e isso é muito gratificante.”Anna Westerlund está cada vez mais afastada das passerelles – faz trabalhos muito pontuais, como modelo – e próxima da sua arte: da roda de olaria e do barro, do forno e do óxido de ferro com que concebe e decora as suas peças delicadas e depuradas, femininas na assinatura. A criação no campo dos objectos utilitários alterna-se com a de peças de expressão plástica que fluem sem formas rígidas, mas a inspiração, admite, vem continuamente de várias fontes.“Adoro ver espectáculos, ver exposições, no fundo, absorver de todas as áreas. Por isso, a inspiração vem de coisas por vezes inesperadas”, diz, explicando que tanto pode ser de uma história como de uma conversa que tem com alguém e que até não tem nada a ver com trabalho. “Noto que tenho muitas ideias de repente”, observa. Desenha cada uma delas no caderno que sempre a acompanha. “Às vezes, desenhar também me traz novas ideias, mas o que faço frequentemente é rever os meus cadernos antigos, livros de apontamentos, onde tenho outros desenhos, anotações, recortes e colagens.”As obras de outros ceramistas servem-lhe de estímulo, dão-lhe vontade de trabalhar mais e sempre melhor. “Sinto uma felicidade enorme quando vejo obras de qualidade, bonitas, que me tocam. Tenho vontade de ir a correr para o meu atelier criar alguma coisa que possa provocar esse mesmo sentimento em mim e nos outros”, observa, com uma transparência quase desconcertante.
Bilhete de Identidade Filha de mãe portuguesa e pai sueco, Anna Westerlund nasceu em Lisboa, em 1978 Cresceu na linha de Cascais e fazia férias na Suécia. Nos dois países, viveu com muita liberdade, em contacto com a Natureza. E teve muitos animais domésticos É casada e tem duas filhas Trabalho em roda em Florença, Itália, com dois ceramistas Exposições colectivas de cerâmica em Portugal: Almada, Caldas da Rainha e Lisboa Exposição colectiva em Londres, na galeria Flow Participou numa mostra de design português em Barcelona Em 2006, representou Portugal na Bienal de Cerâmica da Dinamarca, como jovem ceramistaAs filhas, Mia e Ema, mais do que inspiração, dão-lhe “energia e vontade de fazer bem e fazer melhor no dia-a-dia, em absolutamente tudo”, porque “ser mãe, para mim, também é a melhor coisa, não há nada que me vá realizar mais”. Como filha, sente-se uma privilegiada. Os pais “sempre foram muito próximos e liberais”. Proporcionaram-lhe a ela e ao irmão uma infância muito acompanhada e feliz. “Brincavam e passeavam muito connosco, lembro-me de fazermos muitos programas pensados para nós.”O seu projecto é continuar a trabalhar como ceramista e o sonho mais imediato, continuar a fazer aquilo de que gosta. “Isto porque, às vezes, não é fácil ser artista em Portugal.” As mentalidades têm evoluído bastante, mas não o suficiente, concretamente no que diz respeito às artes.No mínimo, ainda há muitas confusões entre o que são peças de autor e artigos industrializados. Por exemplo, as pessoas tendem a comparar preços de artigos que não são comparáveis. “Gostava que se desse mais valor às artes, nomeadamente à cerâmica, que é uma expressão com tanta tradição no nosso país. Gostava de continuar a ser artista e poder sustentar-me”, conclui, com esperança na mudança.

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O gosto pela música e o movimento, primeiro. Depois vem o treino.
Na Escola de Dança do Conservatório Nacional, a carga horária é
pesada, mas elas não baixam os braços. São crianças “especiais”
à procura da profissionalização artística. Por Júlia Serrão
Fotografia de Pedro Loop

Gosto, gosto muito de dançar. Então quando há um exercício de
que eu gosto mais, fico a imaginá-lo nos três dias seguintes.
Ou quando faço outro de extrema dificuldade e percebo que superei
mais um desafio… é quase excitante! É claro que quando treino a
variação para o concurso já não penso na técnica, sou a personagem
que a bailarina representa. E isso pode ser muito divertido.”
O rosto de Fernanda Silva, de 17 anos, anima-se quando fala de dança.
É uma paixão, sem dúvida. Mas de muita perseverança, trabalho
e dedicação têm sido feitos os dias desta finalista do Conservatório
de Lisboa. Em anos foram sete, pois entrou directamente para o
segundo ano da escola de formação de bailarinos. A sugestão de
se candidatar fora-lhe lançada por uma professora que a vinha
a acompanhar numa escola de música e bailado que frequentava
desde os cinco anos de idade e que lhe reconhecera “jeito” para
a arte do movimento. “Pensei ‘e porque não?’, já que gosto tanto
de dançar”, diz, explicando que o desejo de tornar-se bailarina
profissional surge, no entanto, logo no final desse primeiro ano.
“Por essa altura já estava convencida que era isso que queria.
Mas, obviamente, há sempre indecisões pelo meio”, esclarece.
Se com uns alunos é a carga horária e a disciplina, o sentindo
de renúncia a alguns prazeres que os leva a recuar, se não a
desistir, pelo menos a questionar a vocação, com Fernanda Silva
a dúvida nasceu sempre “do medo de não ser suficientemente boa”.
Houve alturas em que não gostava da imagem que os espelhos
(que forram as paredes dos estúdios onde decorrem as práticas)
lhe devolviam, garante, esclarecendo de forma peremptória:
“Sou perfeccionista, tenho um grau de exigência para comigo
muito elevado. Para ser mais ou menos não me interessa.”
Ao longo dos anos de formação na Escola de Dança do
Conservatório Nacional de Lisboa, a jovem de 17 anos passou
as várias selecções. Trabalha sempre com profundo empenho,
para resultados de excepção. “Considero-me empenhada
naquilo que faço e, por isso, não trabalho só aquilo que preciso.
” Porque selectiva, o número de alunos da Escola é sempre
reduzido.
Segundo José Luís Vieira, director do Conselho Executivo,
este ano são apenas 140 alunos distribuídos por todos os anos,
isto é, do 5.º ao 12.º de escolaridade, do 1.º ao 8.º de dança.
Anualmente também saem poucos formados. “Somos uma
escola artística e, portanto, uma escola selectiva em que a
formação é feita em pirâmide. Há várias selec- ções”, explica.
Há a selecção natural e a do físico, que se altera. Há a selecção
da criança que cresce e pode deixar de gostar da dança, embora
seja raro acontecer. Há a selecção quando o talento não se revela
da forma que se esperaria e há a selecção da qualidade.
Na passagem do 9.º para o 10.º – 5.º para o 6.º de dança –,a triagem
é rigorosa. “Não basta ter uma audição positiva. Pelo menos numa
das áreas, dança contemporânea ou dança clássica, o aluno tem
de ter uma avaliação acima da média”, explica José Luís Vieira.
“Não queremos formar artistas suficientes porque os artistas,
por definição, acho que não devem ser suficientes”, esclarece.
Fernanda Silva, finalista, sonha já com uma experiência
no estrangeiro. Em cima, aula prática de clássica. No final de
cada ano, o número de finalistas situa-se entre os 11 e os 12 alunos,
o que, diz, “não é mau, em termos de mercado de trabalho”, tanto
nacional como internacional. Quem sai, sai apto para qualquer
experiência, em Portugal ou no estrangeiro. Muitos alunos formados
nos últimos anos na Escola estão agora na Holanda, na Alemanha
e na Rússia. “Alguns arranjam trabalho em companhias
internacionais.
Outros fazem mais um ano de formação em escolas de projecção
mundial, pois acham que é bom em termos de currículo e de
experiência.” Mas também há “vários solistas e principais” na
Companhia Nacional de Bailado e na Companhia Portuguesa de
Bailado Contemporâneo. Os restantes estão em pequenos grupos e
companhias de dança e em corpos de baile de programas de televisão.
Em termos artísticos, o aluno que sai do Conservatório está preparado
para se submeter “a audições, entrar numa carreira profissional,
mas como teve a vantagem de acabar o 12.º ano de escolaridade,
está igualmente preparado para fazer um curso superior”, observa
José Luís Vieira. Quando optam pelo último, normalmente a escolha
recai sobre a Escola Superior de Dança. E os alunos do Conservatório
são seguramente “preferenciais, no sentido de estarem preparados”.
A meio de Novembro, Fernanda Silva faz projectos para um futuro
próximo. No final do ano lectivo termina o Conservatório e vai fazer
um curso de duas semanas na Escola Superior de Dança. “É mais
pela experiência e pelas aulas que temos de informação”, comenta.
Depois, “gostava de fazer dois anos de dança na Escola de Munique,
na Alemanha”, diz, admitindo igual prazer pela dança clássica e
contemporânea. A aula prática de dança clássica no estúdio 7 do
Conservatório de Lisboa desenha-se dura para quem assiste de fora
naquela manhã, não para o grupo das oito alunas. “É sempre assim”,
dirá mais tarde num sorriso aberto e descontraído uma delas: Joana
Romaneiro, de 13 anos, aluna do 5.º ano de dança. Ao longo dos minutos
que se seguem é-lhes pedido “concentração, controlo da mente”, cada
vez que o músico pára de tocar o piano, a um sinal da mestra.
Atrás, Joana Romaneiro, durante uma aula prática de clássica.
Joana Romaneiro destaca-se do grupo. É fácil imaginá-la bailarina de
clássico, talvez seja a sua silhueta alta e magra, o seu jeito de cisne.
Ela, por enquanto, diz que quer ser apenas bailarina profissional.
"Gostava de poder exercer a dança profissionalmente numa companhia
fora do país mas também em Portugal.
Penso que são duas vivências diferentes, mas
ambas muito importantes para o meu percurso”, diz. É para isso que vem trabalhando. Sem referências na dança, aos três anos apaixona-se pelo ballet. “Via as meninas mais crescidas da minha escola dançar e também quis experimentar.” A família reconhece-lhe vocação, mas também a professora,
que lhe sugere o concurso para o Conservatório. “É preciso que as crianças
sintam algum direccionamento no sentido do gosto pela música, pelo
movimento, mas nestas idades isso é sempre descoberto ou evidenciado
pelos pais”, explica José Luís Vieira.
Entrada com critério
• O ingresso na Escola de Dança do Conservatório Nacional é feito por
audição, a qual é publicada no jornal, conforme o previsto na Lei • Qualquer aluno pode concorrer para um dos anos compreendidos pela escola, sendo a audição aferida ao nível do mesmo A viver em Sintra, os dias de semana de
Joana Romaneiro começam invariavelmente às 5.45 da manhã. Entra às
8.30 na Escola de Dança, de onde sai umas vezes às 19.30, outras às 20 horas.
A participação no Dance Arte, um concurso internacional de dança, ilumina
o seu ainda pequeno currículo. E ilumina-lhe o rosto. “Obtive uma boa classificação”, comenta. Como a maioria destes meninos e jovens, não lhe
resta tempo para brincar, ir a festas de aniversário, fazer amigos fora da
Escola. Tem sobretudo os que fez durante a infância. “Quando posso estar com eles, estou. Mas também gosto de ficar em casa a ler, ou ir ao cinema ou ao teatro”, acrescenta. “Às vezes passamos 12 horas a treinar na escola – depois de chegar
a casa quem lhe apetece sair?”, observa Fernanda Silva, a este mesmo propósito. “Sabe bem é ficar na cama ou sentada no sofá a ler um livro ou ver um filme, e descansar”, explica, esclarecendo que estas pequenas coisas são o que mais
gosta de fazer nos seus tempos livres. “Além de ir ao teatro, correr e passear
com os meus cães.” O director do Conselho Executivo do Conservatório
reconhece que a vida destes miúdos não é fácil, mas confirma que também não podia ser de outra forma. “Têm uma carga horária muito pesada pelo menos até ao 9.º ano de escolaridade, pois têm todas as disciplinas de formação geral e mais toda a carga artística”, esclarece. Para além do exercício físico, têm vários tipos de dança, a histórica e as tradicionais, o sapateado e a dança de carácter, a dança clássica e a contemporânea. Os alunos chegam ao edifício da zona do Bairro Alto de manhã e saem à noite. Mas, segundo José Luís Vieira, também tem uma grande vantagem em termos vocacionais que é a de não terem necessidade de actividades extracurriculares.
Uma escola artística
Com algumas especificidades:• Tem uma grande dose de subjectividade na parte da avaliação. “Temos legislação própria que nos dá legitimidade para isso, mas precisávamos de uma legislação ainda mais específica”, diz José Luís Vieira • Os professores (artistas) “têm currículos diferentes” dos de formação geral, “pelo que não podem ser contratados ao abrigo das mesmas leis” • As disciplinas de dança são feitas por sexo porque a técnica é diferente, o que o Ministério pôs em causa • Cada turma tem um professor e um acompanhante ao vivo (um músico), algo que não está contemplado, pois a legislação só prevê um docente Quanto às exigências relativamen- te ao treino e à disciplina, “para estes alunos é uma escolha que fizeram. Logo, o peso desta carga horária é tido como natural.
Entram direccionadas na escola, são crianças especiais”. Se houve tempo
em que os pais questionavam a escolha dos filhos por este tipo de ensino, ao que parece hoje isso não acontece. São mais os pais que querem que os filhos sejam bailarinos sem que eles tenham a certeza se é mesmo isso que querem do que o contrário, garante o director. A procura do Conservatório tem-se mantido estável nos últimos anos. A alteração situa-se ao nível da distribuição de alunos por sexo. José Luís Vieira diz que nos últimos dois, três anos, têm tido menos rapazes do que gostariam. Curiosamente, “depois de uma época, durante muitos anos, em que tivemos muitos rapazes, e que nos trouxe vantagens mesmo ao nível das escolas internacionais”, explica, sublinhan- do que Espanha, Holanda e França, por exemplo, têm imensas dificuldades em ter rapazes nos Conservatórios.
João Silva, de 11 anos, está no 2.º ano de dança, mas este é o seu primeiro ano no Conservatório de Lisboa – entrou com o período lectivo em curso. Natural do Porto, foi aí que muito cedo sentiu a atracção pelo movimento. “Estava sempre
a dançar, quando estava parado ou a brincar. Dançava em todo o lado”, explica, enquanto afasta uma gota de suor da testa. Saiu da aula prática de dança clássica onde a sua silhueta, perfeita, e a sua postura, quase altiva, deram nas vistas. Quanto à técnica, pelo menos não recebeu nenhum reparo da professora, que assegura que ali “é como na tropa”. Apesar da vocação ter despertado muito cedo, e da mãe ter feito planos para que ingressasse numa Academia de Dança da cidade do Norte, ele atrasou esse momento até aos oito anos. “Só havia raparigas, nenhum rapaz, e eu tinha vergonha”, explica. Mas a partir daí, o treino passou a ser contínuo e especializado. Já conhece Lisboa, há tanta coisa nova a descobrir. E já fez amigos na Escola de Dança. “Sobretudo na aula de clássico”, explica, lembrando que não lhe resta muito tempo diariamente para brincar. À noite,
em casa, só há tempo “para fazer os deveres e jantar antes de ir dormir”. Às vezes, está cansado, “o corpo dói”, mas não tem dúvidas: “Sei que tudo o que faço aqui
é necessário para ser um bailarino profissional, e é isso que eu quero ser. Gostava de ser como o Telmo Moreira [um aluno do Conservatório classificado entre os seis laureados na final do concurso Prix de Lausanne]. Também ganhar prémios e ir estudar para uma escola no estrangeiro.” Ao contrário de Fernanda Silva e de Joana Romaneiro, a formação artística de João Silva ainda vai no princípio. O que não o impede de se revelar um talento precoce. Afinal, já nasceram tantos neste mesmo Conservatório.
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Venha visitar a Exposição com o tema "A Mulher" de Ricardo Videla, que temos à sua disposição no 6º piso da Loja de Lisboa, até dia 3 de Maio.
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José Manuel Saraiva, autor do romance “Rosa Brava”, vai estar no El Corte Inglés de Lisboa para uma sessão de autógrafos, por ocasião do lançamento do seu mais recente romance “Aos Olhos de Deus”.Não perca a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor e de obter a sua biografia autografada.

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Apresentação do Livro “Os Girassóis”de Rui Herbon
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A Editora Parceria A.M. Pereira e o El Corte Inglés juntaram-se para a apresentação pública do terceiro romance de Rui Herbon “Os Girassóis”, na Sala de Âmbito Cultural, Piso 7, do El Corte Inglés de Lisboa.Rui Herbon é um jovem escritor que já conquistou vários prémios entre eles o Prémio Eixo-Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa em 2002 e, mais recentemente (2007), o Prémio Maria Matos de Dramaturgia com a peça “Masoch”.

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Apresentação do Livro “As Aventuras de Miguel – Histórias para Comer” de Nuno Rogeiro
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Lançamento do livro ASCENSÃO DO FOGO de Jorge Vicente
dia 26 de abril, às 16 horas, no Dramático de Vilar do Paraíso...
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