mercoledì

:: Mahatma Gandhi...







Topics: Venganza
Lo más atroz de las cosas malas de la gente mala es el silencio de la gente buena.
Mahatma Gandhi

La violencia es el miedo a los ideales de los demás.
Mahatma Gandhi

En la tierra hay suficiente para satisfacer las necesidades de todos, pero no tanto como para satisfacer la avaricia de algunos.
Mahatma Gandhi

No debemos perder la fe en la humanidad que es como el océano: no se ensucia porque algunas de sus gotas estén sucias.
Mahatma Gandhi

El que retiene algo que no necesita es igual a un ladrón.
Mahatma Gandhi

Lo que se obtiene con violencia, solamente se puede mantener con violencia.
Mahatma Gandhi

Los grilletes de oro son mucho peores que los del hierro.
Mahatma Gandhi









lunedì

:: Livros...







Opus Dei Secreta, de Ferruccio Pinotti2008-04-10 15:15:30O autor revela como se vive dentro da Opus Dei. Relata pela primeira vez as histórias dos numerários e das numerárias que saíram da Organização. Aborda tópicos como o recrutamento, a pressão psicológica, o uso do cilício e do látego, a ruptura com as famílias, a repressão sexual, os livros...ler artigo >>>

Quando Um Crocodilo Come o Sol, de Peter Godwin2008-04-09 15:09:42Um relato ímpar de um homem de origem inglesa que nasceu no Zimbabué e que considera esta ainda como a sua terra Natal. O autor descreve a vida num cenário caótico em que a economia se encontra à beira do colapso e as pessoas se encontram perante uma repressão sem lógica ou sentido. Fala também da...ler artigo >>>

Companheira Silenciosa, de Dina Matos McGreevey2008-04-08 17:07:55Dina Matos é uma americana, filha de portugueses, que foi casada com Jim McGreevey. Foi amor à primeira vista. Dina encantou-se pelo homem, mas também pelo político. Na altura, McGreevey era o Mayor de Woodbridge, no estado de Nova Jérsia. E seria um potencial candidato do Partido Democrata nesta...ler artigo >>>

giovedì

:: Mais artigos da Revista Máxima para Ler...





















A acreditar em Maria Centauro, uma urologista da
Universidade de Verona, as mulheres que... >>>

:: Isabel Alçada...








Educação é a sua especialidade. Mas Isabel Alçada tornou-se conhecida pelos seus livros de aventuras destinados ao público infanto-juvenil. Agora, está à frente do Plano Nacional de Leitura. E quer pôr o país a ler mais.

Consegue um raro equilíbrio entre a mais completa serenidade e uma
inesgotável energia. É, talvez, o resultado de uma infância e uma juventude normalíssimas, em que cresceu feliz. Era a mais velha de três raparigas e a
casa estava sempre cheia, na sua maioria de mulheres: tias, primas, amigas. Desde pequena Isabel sempre leu muito. “Escondia-me atrás dos cortinados
para não se lembrarem de mim e deixarem-me ler à vontade. É que a minha
era uma família em que toda a gente convivia muito, muito baru-lhenta e comunicativa. E, nesse sentido, às vezes nem havia tempo para estar sozinha
a ler”, recorda. Adorava os contos tradicionais, recheados de fantasia e
magia. Depois, passou para as histórias mais ligadas à realidade: como as das séries Os Cinco e Brigitte. “Havia uma autora nacional cujos livros, na altura, devorei: a Virgínia de Castro e Almeida que, com obras como Céu Aberto e
Pleno Azul, revelou que tinha muita perspicácia sobre o que era a infância
e o que agradava aos mais novos. E transportava nos livros informação muito interessante.” Na adolescência, o seu grupo de amigos valorizava muito a
leitura e a cultura. “Tentávamos de alguma forma afirmar-nos perante o
grupo com a leitura que tínhamos feito. Isso é muito positivo, porque na adolescência a tendência é deixar de ler”, refere, lembrando que nunca na
vida teve fases em que não tivesse sido uma leitora intensiva.
Isabel Alçada é uma referência para crianças e jovens que têm nos seus
livros uma grande fonte de diversão.
O ar delicado de Isabel Alçada esconde uma mulher dinâmica e cheia de
energia, que adora acordar cedo e que detesta ficar sentada a pasmar.
O trabalho, ainda que informal, surgiu cedo na sua vida. Aos 15 anos dava
lições de Francês em casa, para os meninos do prédio. “Vinham primeiro
quando estavam aflitos e, depois, passei a dar lições numa base regular.”
Deu também explicações à irmã mais nova, trabalho que lhe rendia 25
tostões por lição. Mas a vida profissional “à séria” começou num centro
privado de psicologia e formação. Mais tarde foi para o Ministério da
Educação, ainda antes de ser professora. “Foi em 1975, uma época
extraordinária em que havia muitas ideias novas, muita abertura de
espírito para se trabalhar em muitas direcções. Foi extremamente
enriquecedor.” A experiência a dar lições na adolescência abriu-lhe o
apetite para mais e o magistério acabou por ser a car-reira escolhida.
Por altura do estágio como professora, ficou espantada com o que
encontrou. “Dava aulas de Português e História, e fiquei surpreendida
por ver tantas crianças que já andavam no 5.º ou 6.º ano e que ainda não
tinham lido um livro de fio a pavio. Com a minha experiência limitada,
não tinha a consciência do problema.” Ao trocar impressões com uma
colega que se confrontava com o mesmo problema – Ana Maria Magalhães –, decidiram não cruzar os braços e optaram por procurar uma forma de transformar esta situação, uma maneira de fazer com que estas crianças descobrissem o prazer de ler. Começaram, então, a escrever pequenas
histórias para os alunos. “Histórias que tivessem muito a ver com eles,
que lhes dessem abertura de espírito e lhes permitissem imaginar outras realidades, mas que, ao mesmo tempo, tivessem o ritmo rápido que a
acção pede e que o século XX, na altura, exigia. Não podíamos estar com
livros muito contemplativos.” Nasce aí uma parceria para a vida, que já
deu origem a mais de 80 livros, sempre escritos em conjunto, e que continua
em plena actividade. A pouco e pouco, as histórias multiplicavam-se e iam aumentando de tamanho. “Já tínhamos ideia de que o progresso na leitura
se faz por patamares sucessivos de dimensão daquilo que se lê.” Das salas
de aula para a Rede Nacional de Bibliotecas foi um caminho natural.
Aconteceu há cerca de 11 anos, quando Isabel Alçada coordenou a equipa
que projectou o conjunto de características que as bibliotecas escolares
deveriam ter para ser bibliotecas do seu tempo, preparadas para dar
informação multivariada e aberta aos mais novos. “A partir desse projecto
vim sempre sonhando, estudando e observando à distância o que se passava
nos outros países relativamente ao incentivo à leitura. E a ideia de lançar em Portugal um plano nacional de leitura foi ganhando forma.” Para Isabel
Alçada, hoje estamos muito melhor do que na altura em que começou a dar
aulas. “Lê-se mais e, se antes já havia uma receptividade da leitura na sala
de aula, nos tempos que correm é o Ministério da Educação que a recomenda como uma orientação curricular. E vemos que nos países onde isso acontece,
onde se lê todos os dias histórias, contos, poemas, livros de ciência, entre
outros, na sala de aula, há um maior progresso do desenvolvimento da leitura.
A idade própria para se preparar para começar a leitura é os seis meses e
não os seis anos. E se a família ler em casa com as crianças, os ganhos são
enormes no desenvolvimento intelectual, cognitivo e até afectivo.” Isabel
Alçada foi convidada, então, para integrar a equipa que preparou o programa inicial sobre as bases do Plano Nacional de Leitura (PNL). Foi desafiada para ficar à frente do projecto e vestiu completamente a camisola. O PNL arrancou
em 2006 e a sua linha principal é ler mais, como diz o logótipo. “É da
diversidade e da quantidade da leitura que se atinge o progresso da
competência. E o objectivo do plano é criar condições para que na escola, na família, na biblioteca e nos outros espaços de convívio se leia mais; que a
leitura se torne uma presença na vida das pessoas e que o acesso ao livro seja facilitado”, explica a comissária. O plano tem um importante papel na valorização das iniciativas da sociedade civil e de outras instituições,
acolhendo-as e incentivando a sua execução. “Nós assumimo-nos como
motor de iniciativas e como divulgador da sociedade.” Ao fim de pouco
mais de um ano de trabalho, o balanço geral é mais que positivo. Em relação
ao ensino básico, por exemplo, conseguiram que praticamente todas as escolas aderissem. “Foi um ano rico em experiências e aprendizagens. É muito bom vermos a adesão dos profissionais e da sociedade em geral a uma ideia que, no fundo, é simples e pode ser tão importante para o desenvolvimento.”“Neste
curto espaço de tempo, foi muito importante ter havido projectos que não partiram de nós, assim como foi importante o facto de ver as empresas a quererem participar no plano. O apoio de fundações como a Calouste
Gulbenkian, a Aga Kahn e a Luso-Americana, entre muitas outras, foi
igualmente marcante, pois ajudaram-nos na fundamentação científica
do plano, dando apoio ao conselho científico, e no financiamento da vinda a Portugal de especialistas estrangeiros que nos vêm ajudar a debater estas questões. O trabalho conjunto com diversas associações também merece destaque.” Isabel Alçada destaca ainda duas outras conquistas relevantes
neste primeiro ano de vida do plano: o sucesso do site (www.planonacionaldeleitura.gov.pt) e o do Clube de Leituras, que é um
clube de blogs e de informação sobre leituras. “Já temos inúmeras pessoas
e blogs sobre livros e leituras inscritos. São visitadíssimos. Tem sido uma dinâmica muito positiva.”“Temos de ir muito mais longe. O plano tem
de ser um nó de divulgação e promoção de encontros de divulgação de
programas e projectos”, remata, animada.
Revista Máxima
Leia mais artigos em:

:: O Ciclo Mestrual da Noite...




Sexo: Feminino
Local:
Portugal

lunedì

:: Tenho Pena...


Tenho pena e não respondo
Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.
Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros --- cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.
Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?
Fernando Pessoa


Poemas de Pessoa
Fernando Pessoa - Biografia, Poemas e Fotografias

Fernando Pessoa

A a Z de Fernando Pessoa - poemas - Obra Completa - mDaedalus.com

domenica

:: Livros...


























































Ajude o Seu Filho a Crescer em Paz, de Maria José Costa Félix2008-04-05 09:34:50Por muito bem que os pais conheçam os seus filhos, a astrologia dá-lhes informações valiosas que os convida a acompanhá-los ao longo da sua caminhada terrestre de forma mais profunda. Para lá de poder ajudá-los a descobrirem a sua vocação profissional, também os esclarece sobre as aspirações de...ler artigo >>>

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak2008-04-04 17:40:36A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente deste livro. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, assim como de outros moradores da Rua...ler artigo >>>

Amor a Monte, de Alexandre Honrado2008-04-03 15:39:09Amor, aventura e história – a História de Portugal –, num romance onde uma galeria única de personagens nos vai faz estremecer do principio ao fim. Do rei D. José I ao Marquês de Pombal, passando por bruxas, heróis, traficantes de escravos, padres movidos pelo ateísmo e crentes em religiões...ler artigo >>>

O Eco da Memória, de Richard Powers2008-04-02 10:37:20Uma história de mistério que explora o poder e os limites da inteligência humana. Depois de um acidente, Mark Schlutter desperta de um coma prolongado e acredita que quem o acompanha, que diz ser a sua irmã – e se assemelha, age e fala como esta –, é, afinal, uma impostora. Magoada e preocupada, a...ler artigo >>>

A Escrava de Marfim, de Almudena de Arteaga2008-04-01 08:30:25Um romance repleto de amor, aventura e erotismo, que tem Lisboa como cenário. Duas épocas são retratadas em paralelo: os séculos XVII e XXI. Na primeira, Isabel de Varela, uma jovem enigmática e misteriosa com apenas 16 anos, é separada do resto da família e obrigada a embarcar para África, pela...ler artigo >>>

Uma Época de Ouro, de Tahmima Anam2008-03-29 17:47:03“Rehana não tinha os requisitos apropriados para uma nacionalista. Faltava-lhe a juventude, a aparência, as palavras. (...) Ela falava fluentemente o urdu do inimigo.” Não aderia a um discurso bengali. Tendo um filho e uma filha envolvidos na luta pela independência do Bangladesh, pensava que iria...ler artigo >>>

Uma Mulher Perdida, de Willa Cather2008-03-28 17:45:25A senhora Forrester recebe na sua casa no campo a aristocracia da construção dos caminhos-de-ferro do Oeste americano, actividade que o seu marido largou após um acidente. Muito mais nova que ele, encanta todos os convidados de passagem e os habitantes da aldeia. Um dia, um rapaz descobre-lhe um...ler artigo >>>

Seda, de Alessandro Baricco2008-03-28 10:52:46Para evitar as epidemias que afectam os ovos de bichos-da-seda em 1861, as sete fiações de Lavilledieu confiam a missão de os ir buscar cada vez mais longe a Hervé Joncour, uma alma simples que se apaixona pela mulher (ocidental) de um negociante no Japão. Em França, o amor que lhe tem a sua...ler artigo >>>

Illustration Now, Volume 2, de Julius Wiedemann,2008-03-28 09:42:58Dá gosto ver as belas ilustrações do português André Carrilho (em cima, Frida Kahlo, 2004, para o Diário de Notícias) em quatro páginas deste álbum que reúne trabalhos dos mais variados estilos, da autoria de 150 ilustradores oriundos de 25 países. Na sua carteira de clientes, Carrilho conta com...ler artigo >>>

Extravagâncias, de Rosie Thomas2008-03-27 17:54:28Três amigas, na Universidade de Oxford, partilham emoções e sonhos ao longo de um ano: a tímida Helen, apaixonada por um Lorde louro e louco; Chloe, uma sedutora obcecada por um professor mulherengo; e Pansy, uma herdeira rica que quer ser actriz. A autora de Iris & Rubi volta a mostrar o seu...ler artigo >>>

lunedì

:: Livros - O Teu Nome Flutuando no Adeus...


Alicia Gimenez Bartlett, António Sarabia, Horácio Vazquez-Rial, José Manuel Fajardo, José Ovejero, Luis Sepúlveda, Mário Delgado Aparain, Mempo Giardinelli e Nuria Barrios reunidos num livro sobre o amor. Os nove romancistas foram convocados a recordar desencontros amorosos, naufrágios afectivos,...

:: Livros - Mães e Filhas...


Foi apenas no século XX – à medida que as escritoras vão deixando de ser uma raridade – que a temática mãe-filha começou a ter uma presença literária mais notável. As narrativas seleccionadas para este livro abordam a figura da mãe, da filha, da maternidade, com ricas visões díspares. Quase todas...

:: Livros - Como Ler as Linhas das Mãos...


As mãos contêm um surpreendente número de informações sobre o carácter, as atitudes, a saúde e muitas outras características que permitem conhecer melhor uma pessoa. Este manual oferece as bases para interpretar, ao pormenor, os múltiplos sinais que aparecem nas mãos, desde a forma, cor ou...

:: Livros - Porque Adoecemos?


que modo a mente influencia o corpo? Dores de estômago antes da entrevista de emprego, náuseas em vésperas daquela viagem tão desejada. Estas e outras sensações são comuns, mas será que as patologias cardíacas, o cancro, a asma, a artrite reumatóide podem ser exacerbadas e até causadas pelos...ler artigo >>>

:: Livros - As Meninas, de Lori Lansens...


As Meninas, de Lori Lansens
Este romance, narra de uma forma muito particular a vida de duas gémeas especiais: Rose e Ruby, irmãs siamesas craniópagas, que — aos 29 anos e prestes a quebrar o recorde mundial de longevidade nessa condição peculiar — decidem escrever suas memórias. Narrado ora por Rose, ora por Ruby, o livro mostra como as mesmas experiências de vida podem produzir interpretações absolutamente distintas, conforme a perspectiva do observador.
(Casa das Letras, 392 pp, € 17.00)

venerdì

:: Frases de Mario Quintana...



Frases de Mario Quintana
Julio Daio Borges





***O despertador é um acidente de tráfego do sono.
* * *O bom da chuva é que parece que não tem fim.
* * *Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
* * *O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade.
* * *Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.
* * *Amar é mudar a alma de casa.
* * *A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
* * *Só o que está perdido é nosso para sempre.
* * *Quem nunca se contradiz deve estar mentindo.
* * *Um lugar só é bom quando a gente pode fugir para outro lugar.
Mario Quintana, em Para viver com poesia, que acaba de sair do forno.

mercoledì

:: O Que é o luxo?


É um privilégio económico, um espantoso savoir-faire, ou uma voluptuosidade de ociosos? Jacques Marseille, Pascale Mussard e André Comte-Sponville, um economista, uma criadora e um filósofo*, reflectem sobre um prazer acessório. Por Viviane ChocasTradução de Ana Isabel Palma da SilvaNo seu Dictionnaire culturel en langue française (ed. Dictionnaires Le Robert), Alain Rey ensina--nos que a palavra “luxo” (luxus) corresponde àquilo que cresce torto, de lado, em excesso. “Luxe” está em primeiro lugar ligado à “luxação”... André Comte-Sponville – Desde a origem que a palavra tem qualquer coisa de pejorativo. É da mesma família que “luxúria”, que indicia um excesso de sexualidade, e ainda da mesma família que “luxuriante”, uma espécie de vegetação excessiva. Existem duas leituras possíveis; uma que é a dimensão do excesso e, nesse caso, todo o luxo é culpado, pelo menos em termos económicos; outra, a noção de desvio, falha. Ao passo que o luxo está mais ligado a distinção, ao dandismo baudelairiano. Pascale Mussard – Estive a ver os textos sobre a casa Hermès desde 1837: a palavra “luxo” não figura nesses textos. Nunca a ouvi na casa Hermès. A. C.-S. – Então que palavra utilizam: “moda”, “elegância”?
P. M. – “Qualidade.” “Sinceridade.” “Valor.” A palavra “luxo” não faz parte do nosso vocabulário. Embora a minha obsessão enquanto criadora seja descobrir uma matéria luxuosa, pretendo, primeiro que tudo, preservar o gesto que trabalha essa matéria. Jacques Marseille – Quando, em 1998, organizei um colóquio sobre o luxo na economia na Sorbonne – onde os directores se sentam nos bancos de madeira do grande anfiteatro, um verdadeiro luxo para eles –, perguntei aos meus alunos: “Para vocês o que é o luxo?” E as respostas que obtive foram bastante banais, do género, “um lenço Hermès”, “um perfume”... “E para si?”, perguntaram-me eles. Eu respondi duas coisas: “Ter uma profissão pela qual sinta verdadeira paixão e não ter carro em Paris.”
P. M. – Eu não tenho um portátil. Ainda escrevo e desenho à mão, com papel e lápis. Um verdadeiro luxo.
A. C.-S. – Eu acabei de desfrutar de um luxo fantástico: tive sete semanas de férias numa pequena casa na Baixa Normandia, onde escrevi todas as manhãs e onde não vi ninguém. Não tenho carro, não tenho telemóvel e não tenho computador. Temos de reconhecer que para se pagar este tipo de luxos que não são caros, é preciso não se ter necessidade. Por definição, o luxo é aquilo sem o que se pode passar. Temos de ter em mente que existem três critérios para se considerar luxo: o prazer raro, o prazer dispendioso e o prazer supérfluo. Basta estar contido num destes três critérios para que se possa falar de luxo. Está a dizer-nos que o luxo é algo que está para além da necessidade. Será que coloca forçosamente uma questão moral?
A. C.-S. – O que coloca uma questão moral é a desigualdade extrema, a injustiça social.
J. M. – À partida, o luxo é não ter necessidade de trabalhar para ganhar a vida. Desenvolve-se na aristocracia e na corte. A partir do momento em que, com a chegada do século XIX, a sociedade, dirigida pela burguesia, coloca o trabalho no centro do seu projecto e vive sob essa pressão, o luxo é obrigado a adaptar-se. Deixa de poder representar apenas o modo de vida de uma classe ociosa. De modo de vida passa a objectos.
A. C.-S. – Na acepção económica do termo, um produto luxuoso tem de ser mais caro do que um produto topo-de-gama equivalente – um sobrecusto que não seja justificado por uma utilidade adicional. Uma colher de ouro é um produto de luxo... e o ouro não serve para nada.
P. M. – Não concordo! Pode guardar-se por gerações.
J. M. – Os fabricantes utilizam muitas vezes esse argumento: o facto de os produtos de luxo serem mais duráveis. É curioso, porque isso esclarece a complexa relação entre luxo e moda. Se o luxo tivesse em consideração fabricar objectos duráveis, isso significaria... a sua própria morte.
A. C.-S. – O luxo é útil em termos económicos mas irrisório em termos éticos. Uma sociedade de pobres é uma sociedade pobre. As grandes descobertas científicas, as grandes criações artísticas surgiram quase sempre em sociedades ricas que anunciavam o luxo. Portanto, por razões sociais, históricas e económicas, é bom que haja luxo. Mas considerá-lo necessário é muito perigoso, pois tornamo-nos prisioneiros dele.
*Pascale Mussard é a directora artística da casa Hermès. Jacques Marseille, professor na Sorbonne, coordenou a exposição 200 Anos de Vida Económica Francesa e a obra O Luxo em França, do século das Luzes até aos nossos dias (ed. ADHE). André Comte-Sponville é o autor, nomeadamente, do Dicionário Filosófico (PUF). Jacques Marseille, demonstra que o luxo se comporta bem em tempos de crise económica. Porquê?
J. M. – Um célebre economista americano (falecido em 1929), Thorstein Veblen, coloca a questão da seguinte forma: como distribuir um produto de luxo? O que ele propõe é: “Coloque um vestido de um tecido luxuoso numa montra. Se o sistema for o de uma economia de mercado, se fixar um preço de 400 euros para o vestido, não o vende. A 1200 euros, sim.” Esta teoria continua actual. Porque o produto de luxo tem de se distinguir. Uma das minhas alunas demonstrou, num estudo sobre o preço a que era vendido o lenço Hermès desde 1937, que cada vez que o preço subia, o lenço vendia melhor. Em tempos de crise, o produto de luxo caro lisonjeia o ego elitista do comprador.
A. C.-S. – O produto de luxo tem uma linguagem e essa forma de expressão, que equivale muitas vezes à marca, paga-se. Essa forma de expressão é distintiva e, nesse sentido, luxo é um produto narcisista.
J. M. – É muito interessante ver que as sociedades que desenvolveram com mais talento a indústria do luxo são as que mais o condenam. O paradoxo é que a França é responsável por metade do volume de negócios do luxo, ao mesmo tempo que os franceses, tradicionalmente, querem cortar as cabeças que são superiores e detestam os ricos!
P. M. – Para fazer um lenço Hermès é necessário o trabalho de umas 60 pessoas. Portanto, o símbolo Hermès, como estatuto, são os clientes que acabam por decidir se querem colocar a marca à frente. Mas para nós, o preço dos nossos artigos tem a ver com a procura da melhor qualidade. O que se paga, na casa onde estou, é a salvaguarda da imaginação, da criatividade, da experiência. Como é que, na casa Hermès, é colocada a questão do útil?
P. M. – É sempre a primeira questão que nos colocamos: um produto para que tipo de uso? Émile Hermès fabricava arreios e, antes da guerra, fabricantes de arreios e selas como Hermès, havia para aí uns 200 em Paris. Hermès ficou só porque desde o início que esta casa tinha como ponto de honra a qualidade e a utilidade. Quando regressa do Canadá em 1918 com a patente dos fechos Éclair, que observara nas capas das viaturas, adapta-os e começa a colocá-los nas roupas e nas bagagens. Inova com um elemento útil. Será que os fabricantes de artigos de luxo cultivam a ambição de fazer história?
J. M. – Existem muito poucas casas de produtos de luxo que foram criadas nestes últimos 30 anos e se mantêm com sucesso. Somos obrigados a constatar que as grandes casas de luxo francesas têm todas elas uma história longa e um nome.
(Revista máxima)

:: Intensa Jennifer Connelly...








Para uma mulher tão inteligente quanto espantosamente atraente, Jennifer Connelly admite que o seu casamento com o actor Paul Bettany tem sido, em muitos aspectos, uma revelação. Curiosamente, o mais recente filme de Jennifer revelou-se uma experiência altamente perturbadora, precisamente devido à proximidade que ela sente a Bettany e à sua vida conjugal com o filho de ambos, Stellan, de quatro anos, e Kai, de 10, filho de uma anterior relação de Jennifer. Em Reservation Road, o novo filme, baseado no surpreendente romance de John Burnham Schwartz, o impensável torna-se realidade para um casal representado por Joaquin Phoenix e Jennifer Connelly quando o filho de ambos desaparece mesmo debaixo dos seus olhos vigilantes e acaba por morrer num acidente fatal. Jennifer começou como modelo aos 10 anos, por insistência de um amigo da família que era director de publicidade. O pai era fabricante de roupas e a mãe negociava em antiguidades em Brooklyn Heights, Nova Iorque. Aos 11 anos de idade, após ter aparecido em anúncios televisivos, teve o seu primeiro papel cinematográfico em 1984, na saga de Sergio Leone, Era Uma Vez na América. Hoje, com 36 anos, Jennifer é a beldade rara de Hollywood que não utiliza o seu sex appeal, preferindo papéis sérios como o que desempenhou em Uma Mente Brilhante [2001], pelo qual obteve o Óscar de melhor actriz secundária, e Uma Casa na Bruma [2003].
Reservation Road deve ter sido emocionalmente muito pesado para si no sentido em que se trata da perda trágica de um filho
Sim, porque os meus próprios filhos estão sempre no meu pensamento e, não estando perto deles, fico duplamente ansiosa. Eu comprei todos esses grandes livros sobre perda e as diferentes fases da dor por que se passa. A desorientação, o choque, a incapacidade de aceitar, a raiva. Enquanto duraram as filmagens eu tinha imensa dificuldade em adormecer à noite porque fico impressionada com estes assuntos. Eu sou assim porque basicamente sou mãe. Teve como efeito tornar o meu amor pelos meus filhos ainda mais intenso porque nos apercebemos quão preciosa é a vida. Foi muito difícil passar diariamente pelo desgosto desta mãe. Houve noites em que peguei no carro e fui a casa, do local das filmagens, em Connecticut, até Nova Iorque, só para dar um beijo aos meus filhos enquanto eles dormiam. Precisava de me tranquilizar. A mãe no filme acaba por conseguir continuar com a sua vida porque tem outra criança, uma filha, para cuidar...
Em cima, quando recebeu o Óscar de melhor actriz secundária pelo seu desempenho em Uma Mente Brilhante. Com Paul Bettany, o marido, e com o filho, Kai. É verdade. Ela volta à vida quando a filha lhe diz: “O pai está outra vez a dormir no sofá. Não há comida e vou chegar tarde à escola, e tu continuas na cama. Então, e eu?” É aí que ela percebe que, apesar da perda que sofreu, o seu papel de mãe tem de continuar.
No entanto, o pai (Joaquin Phoenix) fica obcecado em encontrar o condutor que atropelou o filho e fugiu. O que é que achou disso?
Há muita gente assim. Querem uma qualquer forma de justiça. Primeiro passei muito tempo a observar aquele género de chat rooms da Internet que, neste filme, o pai se sente compelido a visitar, sites onde pais se consolam uns aos outros e engendram formas de apanhar os autores dos crimes. Passado algum tempo deixei de visitar esses sites porque senti que estava, de algum modo, a trair uma confiança – que estava a entrar num território ao qual eu não pertencia.
Grande parte dos seus filmes lida com território emocional difícil. Sente-se, como actriz, atraída para esse género de condição?
Sim, sinto... Tenho tendência para tornar as coisas mais difíceis para mim do que seria preciso. Sempre fui muito dura comigo mesma, desde criança, sempre a tentar ser perfeita e a distinguir-me em todas as coisas.
Isso pode ser um fardo na vida...
Sim, e tem sido. Obviamente que uma pessoa esforçar-se para ser bem sucedida acaba por compensar em muitos aspectos e eu consegui na vida muita coisa de que me orgulho. Mas também sofri muitos medos e baixa auto-estima. Só recentemente, no meu casamento com o Paul [Bettany], é que deixei de me autoflagelar nesse sentido.
Disse que o seu casamento com Paul a ajudou a acalmar-se. Pode concretizar um pouco melhor?
Em relações que tive anteriormente, nunca senti um tão grande empenho. Era muito independente e tinha a minha própria vida. Mas a minha maneira de pensar mudou com o nascimento do meu primeiro filho e com a dor da separação do pai de Kai [David Dugan]. Com o Paul sinto-me verdadeiramente ligada e confortável com o facto de estar apaixonada por ele, de desfrutar do nosso casamento e do tempo que passamos juntos.
Foi uma criança ultra-realizada. Começou por ser modelo aos 10 anos. Isso constituía uma outra forma de se pôr à prova?
A verdade é que a ideia não foi minha. Um amigo da família que trabalhava numa agência de publicidade disse à minha mãe que eu podia fazer carreira de modelo infantil. Para uma perfeccionista que se autotestava constantemente isso só serviu para exacerbar uma série de sentimentos negativos que eu tinha. Talvez não tenha sido a escolha certa para mim, mas levou à representação e, por isso, foi útil, suponho.
O seu primeiro papel foi no filme de Sergio Leone, Era uma Vez na América, onde a sua personagem era a namorada de infância de Robert De Niro. Tinha nessa altura 11 anos e de repente ficou com uma carreira...
Foi incrível. Era a primeira vez que eu via a Itália e que estava num local de filmagens. Foi quase mítico: cenários maravilhosos e montes de figurantes e actores fantásticos.
Essa experiência deixou-lhe o bichinho da representação?
Sim, eu estava constantemente a ir a audições e adorava todo aquele espectáculo do cinema e era uma forma de conhecer gente e de me obrigar a sair deste pequeno mundo fechado que construíra para mim própria. Mas foi uma maneira estranha de passar os anos da minha adolescência. Não tinha amigos, sentia-me velha e consciente e completamente fora da realidade de todos os outros jovens da minha idade.
Rebelava-se contra a sua beleza e contra o facto de os rapazes estarem constantemente a atirar-se a si?
Não é bem assim. Eu nunca me vesti de forma a realçar a minha feminilidade nem de forma a parecer mais atraente. Usava roupas largas e botas da tropa e basicamente mantinha-me afastada de todos. Não era uma companhia lá muito divertida.
Mas em filmes como The Hot Spot com Don Johnson, deve ter tomado mais consciência da sua aparência e do impacto que ela teria em termos da sua carreira.
Sim, mas estava como que a resistir a ficar encurralada nesse nicho. Eu não me importo de ser sexy na tela. Mas queria fazer outras coisas e participar em filmes de que gosto e me tocam. Por isso evitava aceitar papéis em que a minha aparência fosse o centro das atenções e procurava um trabalho em que o centro fosse a personagem e a história, muito embora isso fosse um risco porque muitos desses filmes apenas são vistos por um público limitado, como foi o caso de A Vida Não É Um Sonho [onde Jennifer desempenhou o papel de uma heroinómana], mas foi um dos melhores papéis da minha carreira e trouxe-me muitos outros bons trabalhos.
Como consegue conciliar a responsabilidade de criar um filho com as suas ambições profissionais?
O Paul e eu tentamos alternar a nossa participação em filmes de forma a haver sempre um de nós que tome conta das crianças e possa passar algum tempo com o outro enquanto duram as filmagens. Também tentamos respeitar os períodos escolares do Kai e o facto de o pai dele estar nos Estados Unidos, pois queremos assegurar-nos que essa relação se mantém forte. Normalmente conseguimos uma boa gestão de todas essas coisas, embora por vezes se possa tornar um pouco frenético e tenhamos de viajar bastante para manter a família unida!

:: Lazer - livros...
















O Teu Nome Flutuando no Adeus, de vários autores Alicia Gimenez Bartlett, António Sarabia, Horácio Vazquez-Rial, José Manuel Fajardo, José Ovejero, Luis Sepúlveda, Mário Delgado Aparain, Mempo Giardinelli e Nuria Barrios reunidos num livro sobre o amor. Os nove romancistas foram convocados a recordar desencontros amorosos, naufrágios afectivos,...ler artigo >>>

Cecília Supico Pinto, de Sílvia Espírito Santo Trata-se de um testemunho único e fundamental de uma protagonista do século XX, que depois do 25 de Abril optou pelo anonimato. Cecília Supico Pinto fundou o Movimento Nacional Feminino, foi casada com um homem forte do regime, foi amiga e confidente de Salazar e visitou o cenário da guerra...ler artigo >>>

Porque Acontecem Coisas Boas às Pessoas Boas, de Stephen Post e Jill Neimark Uma vida mais longa, mais feliz, mais saudável. Mas, acima de tudo, uma vida com significado. Se a ciência lhe dissesse que isso seria possível com a simples mudança de um comportamento, mudá-lo-ia? Neste livro, Stephen Post e Jill Neimark conjugam a ciência emergente do amor e da generosidade com...ler artigo >>>

O Bilhete Premiado da Vida, de Brendon Burchard Uma história triunfante de desenvolvimento e transformação pessoal que irá inspirar todos os leitores que alguma vez desejaram ter uma segunda oportunidade na vida. Este livro conta a história de um homem que está de tal maneira encurralado nas prisões do seu passado, que não consegue ver as...ler artigo >>>

Cerejas de Celulóide, de Zilda Cardoso Este é um livro que vive de sentimentos entrelaçados, que nos envolvem. São pequenas coisas a desenharem brandas emoções. A autora escreve sobre o mundo das mulheres, da sexualidade, do valor da vida, e da morte, sobre a política social. Mas escreve também sobre a cidade, o cinema, o circo, o...ler artigo >>>
(Revista Máxima)


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Mel Ramos Arte pop e logotipos publicitarios