domenica

:: Livros...


























































Ajude o Seu Filho a Crescer em Paz, de Maria José Costa Félix2008-04-05 09:34:50Por muito bem que os pais conheçam os seus filhos, a astrologia dá-lhes informações valiosas que os convida a acompanhá-los ao longo da sua caminhada terrestre de forma mais profunda. Para lá de poder ajudá-los a descobrirem a sua vocação profissional, também os esclarece sobre as aspirações de...ler artigo >>>

A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak2008-04-04 17:40:36A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente deste livro. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, assim como de outros moradores da Rua...ler artigo >>>

Amor a Monte, de Alexandre Honrado2008-04-03 15:39:09Amor, aventura e história – a História de Portugal –, num romance onde uma galeria única de personagens nos vai faz estremecer do principio ao fim. Do rei D. José I ao Marquês de Pombal, passando por bruxas, heróis, traficantes de escravos, padres movidos pelo ateísmo e crentes em religiões...ler artigo >>>

O Eco da Memória, de Richard Powers2008-04-02 10:37:20Uma história de mistério que explora o poder e os limites da inteligência humana. Depois de um acidente, Mark Schlutter desperta de um coma prolongado e acredita que quem o acompanha, que diz ser a sua irmã – e se assemelha, age e fala como esta –, é, afinal, uma impostora. Magoada e preocupada, a...ler artigo >>>

A Escrava de Marfim, de Almudena de Arteaga2008-04-01 08:30:25Um romance repleto de amor, aventura e erotismo, que tem Lisboa como cenário. Duas épocas são retratadas em paralelo: os séculos XVII e XXI. Na primeira, Isabel de Varela, uma jovem enigmática e misteriosa com apenas 16 anos, é separada do resto da família e obrigada a embarcar para África, pela...ler artigo >>>

Uma Época de Ouro, de Tahmima Anam2008-03-29 17:47:03“Rehana não tinha os requisitos apropriados para uma nacionalista. Faltava-lhe a juventude, a aparência, as palavras. (...) Ela falava fluentemente o urdu do inimigo.” Não aderia a um discurso bengali. Tendo um filho e uma filha envolvidos na luta pela independência do Bangladesh, pensava que iria...ler artigo >>>

Uma Mulher Perdida, de Willa Cather2008-03-28 17:45:25A senhora Forrester recebe na sua casa no campo a aristocracia da construção dos caminhos-de-ferro do Oeste americano, actividade que o seu marido largou após um acidente. Muito mais nova que ele, encanta todos os convidados de passagem e os habitantes da aldeia. Um dia, um rapaz descobre-lhe um...ler artigo >>>

Seda, de Alessandro Baricco2008-03-28 10:52:46Para evitar as epidemias que afectam os ovos de bichos-da-seda em 1861, as sete fiações de Lavilledieu confiam a missão de os ir buscar cada vez mais longe a Hervé Joncour, uma alma simples que se apaixona pela mulher (ocidental) de um negociante no Japão. Em França, o amor que lhe tem a sua...ler artigo >>>

Illustration Now, Volume 2, de Julius Wiedemann,2008-03-28 09:42:58Dá gosto ver as belas ilustrações do português André Carrilho (em cima, Frida Kahlo, 2004, para o Diário de Notícias) em quatro páginas deste álbum que reúne trabalhos dos mais variados estilos, da autoria de 150 ilustradores oriundos de 25 países. Na sua carteira de clientes, Carrilho conta com...ler artigo >>>

Extravagâncias, de Rosie Thomas2008-03-27 17:54:28Três amigas, na Universidade de Oxford, partilham emoções e sonhos ao longo de um ano: a tímida Helen, apaixonada por um Lorde louro e louco; Chloe, uma sedutora obcecada por um professor mulherengo; e Pansy, uma herdeira rica que quer ser actriz. A autora de Iris & Rubi volta a mostrar o seu...ler artigo >>>

lunedì

:: Livros - O Teu Nome Flutuando no Adeus...


Alicia Gimenez Bartlett, António Sarabia, Horácio Vazquez-Rial, José Manuel Fajardo, José Ovejero, Luis Sepúlveda, Mário Delgado Aparain, Mempo Giardinelli e Nuria Barrios reunidos num livro sobre o amor. Os nove romancistas foram convocados a recordar desencontros amorosos, naufrágios afectivos,...

:: Livros - Mães e Filhas...


Foi apenas no século XX – à medida que as escritoras vão deixando de ser uma raridade – que a temática mãe-filha começou a ter uma presença literária mais notável. As narrativas seleccionadas para este livro abordam a figura da mãe, da filha, da maternidade, com ricas visões díspares. Quase todas...

:: Livros - Como Ler as Linhas das Mãos...


As mãos contêm um surpreendente número de informações sobre o carácter, as atitudes, a saúde e muitas outras características que permitem conhecer melhor uma pessoa. Este manual oferece as bases para interpretar, ao pormenor, os múltiplos sinais que aparecem nas mãos, desde a forma, cor ou...

:: Livros - Porque Adoecemos?


que modo a mente influencia o corpo? Dores de estômago antes da entrevista de emprego, náuseas em vésperas daquela viagem tão desejada. Estas e outras sensações são comuns, mas será que as patologias cardíacas, o cancro, a asma, a artrite reumatóide podem ser exacerbadas e até causadas pelos...ler artigo >>>

:: Livros - As Meninas, de Lori Lansens...


As Meninas, de Lori Lansens
Este romance, narra de uma forma muito particular a vida de duas gémeas especiais: Rose e Ruby, irmãs siamesas craniópagas, que — aos 29 anos e prestes a quebrar o recorde mundial de longevidade nessa condição peculiar — decidem escrever suas memórias. Narrado ora por Rose, ora por Ruby, o livro mostra como as mesmas experiências de vida podem produzir interpretações absolutamente distintas, conforme a perspectiva do observador.
(Casa das Letras, 392 pp, € 17.00)

venerdì

:: Frases de Mario Quintana...



Frases de Mario Quintana
Julio Daio Borges





***O despertador é um acidente de tráfego do sono.
* * *O bom da chuva é que parece que não tem fim.
* * *Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
* * *O primeiro sinal da incompreensão é o riso; o segundo, a seriedade.
* * *Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.
* * *Amar é mudar a alma de casa.
* * *A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
* * *Só o que está perdido é nosso para sempre.
* * *Quem nunca se contradiz deve estar mentindo.
* * *Um lugar só é bom quando a gente pode fugir para outro lugar.
Mario Quintana, em Para viver com poesia, que acaba de sair do forno.

mercoledì

:: O Que é o luxo?


É um privilégio económico, um espantoso savoir-faire, ou uma voluptuosidade de ociosos? Jacques Marseille, Pascale Mussard e André Comte-Sponville, um economista, uma criadora e um filósofo*, reflectem sobre um prazer acessório. Por Viviane ChocasTradução de Ana Isabel Palma da SilvaNo seu Dictionnaire culturel en langue française (ed. Dictionnaires Le Robert), Alain Rey ensina--nos que a palavra “luxo” (luxus) corresponde àquilo que cresce torto, de lado, em excesso. “Luxe” está em primeiro lugar ligado à “luxação”... André Comte-Sponville – Desde a origem que a palavra tem qualquer coisa de pejorativo. É da mesma família que “luxúria”, que indicia um excesso de sexualidade, e ainda da mesma família que “luxuriante”, uma espécie de vegetação excessiva. Existem duas leituras possíveis; uma que é a dimensão do excesso e, nesse caso, todo o luxo é culpado, pelo menos em termos económicos; outra, a noção de desvio, falha. Ao passo que o luxo está mais ligado a distinção, ao dandismo baudelairiano. Pascale Mussard – Estive a ver os textos sobre a casa Hermès desde 1837: a palavra “luxo” não figura nesses textos. Nunca a ouvi na casa Hermès. A. C.-S. – Então que palavra utilizam: “moda”, “elegância”?
P. M. – “Qualidade.” “Sinceridade.” “Valor.” A palavra “luxo” não faz parte do nosso vocabulário. Embora a minha obsessão enquanto criadora seja descobrir uma matéria luxuosa, pretendo, primeiro que tudo, preservar o gesto que trabalha essa matéria. Jacques Marseille – Quando, em 1998, organizei um colóquio sobre o luxo na economia na Sorbonne – onde os directores se sentam nos bancos de madeira do grande anfiteatro, um verdadeiro luxo para eles –, perguntei aos meus alunos: “Para vocês o que é o luxo?” E as respostas que obtive foram bastante banais, do género, “um lenço Hermès”, “um perfume”... “E para si?”, perguntaram-me eles. Eu respondi duas coisas: “Ter uma profissão pela qual sinta verdadeira paixão e não ter carro em Paris.”
P. M. – Eu não tenho um portátil. Ainda escrevo e desenho à mão, com papel e lápis. Um verdadeiro luxo.
A. C.-S. – Eu acabei de desfrutar de um luxo fantástico: tive sete semanas de férias numa pequena casa na Baixa Normandia, onde escrevi todas as manhãs e onde não vi ninguém. Não tenho carro, não tenho telemóvel e não tenho computador. Temos de reconhecer que para se pagar este tipo de luxos que não são caros, é preciso não se ter necessidade. Por definição, o luxo é aquilo sem o que se pode passar. Temos de ter em mente que existem três critérios para se considerar luxo: o prazer raro, o prazer dispendioso e o prazer supérfluo. Basta estar contido num destes três critérios para que se possa falar de luxo. Está a dizer-nos que o luxo é algo que está para além da necessidade. Será que coloca forçosamente uma questão moral?
A. C.-S. – O que coloca uma questão moral é a desigualdade extrema, a injustiça social.
J. M. – À partida, o luxo é não ter necessidade de trabalhar para ganhar a vida. Desenvolve-se na aristocracia e na corte. A partir do momento em que, com a chegada do século XIX, a sociedade, dirigida pela burguesia, coloca o trabalho no centro do seu projecto e vive sob essa pressão, o luxo é obrigado a adaptar-se. Deixa de poder representar apenas o modo de vida de uma classe ociosa. De modo de vida passa a objectos.
A. C.-S. – Na acepção económica do termo, um produto luxuoso tem de ser mais caro do que um produto topo-de-gama equivalente – um sobrecusto que não seja justificado por uma utilidade adicional. Uma colher de ouro é um produto de luxo... e o ouro não serve para nada.
P. M. – Não concordo! Pode guardar-se por gerações.
J. M. – Os fabricantes utilizam muitas vezes esse argumento: o facto de os produtos de luxo serem mais duráveis. É curioso, porque isso esclarece a complexa relação entre luxo e moda. Se o luxo tivesse em consideração fabricar objectos duráveis, isso significaria... a sua própria morte.
A. C.-S. – O luxo é útil em termos económicos mas irrisório em termos éticos. Uma sociedade de pobres é uma sociedade pobre. As grandes descobertas científicas, as grandes criações artísticas surgiram quase sempre em sociedades ricas que anunciavam o luxo. Portanto, por razões sociais, históricas e económicas, é bom que haja luxo. Mas considerá-lo necessário é muito perigoso, pois tornamo-nos prisioneiros dele.
*Pascale Mussard é a directora artística da casa Hermès. Jacques Marseille, professor na Sorbonne, coordenou a exposição 200 Anos de Vida Económica Francesa e a obra O Luxo em França, do século das Luzes até aos nossos dias (ed. ADHE). André Comte-Sponville é o autor, nomeadamente, do Dicionário Filosófico (PUF). Jacques Marseille, demonstra que o luxo se comporta bem em tempos de crise económica. Porquê?
J. M. – Um célebre economista americano (falecido em 1929), Thorstein Veblen, coloca a questão da seguinte forma: como distribuir um produto de luxo? O que ele propõe é: “Coloque um vestido de um tecido luxuoso numa montra. Se o sistema for o de uma economia de mercado, se fixar um preço de 400 euros para o vestido, não o vende. A 1200 euros, sim.” Esta teoria continua actual. Porque o produto de luxo tem de se distinguir. Uma das minhas alunas demonstrou, num estudo sobre o preço a que era vendido o lenço Hermès desde 1937, que cada vez que o preço subia, o lenço vendia melhor. Em tempos de crise, o produto de luxo caro lisonjeia o ego elitista do comprador.
A. C.-S. – O produto de luxo tem uma linguagem e essa forma de expressão, que equivale muitas vezes à marca, paga-se. Essa forma de expressão é distintiva e, nesse sentido, luxo é um produto narcisista.
J. M. – É muito interessante ver que as sociedades que desenvolveram com mais talento a indústria do luxo são as que mais o condenam. O paradoxo é que a França é responsável por metade do volume de negócios do luxo, ao mesmo tempo que os franceses, tradicionalmente, querem cortar as cabeças que são superiores e detestam os ricos!
P. M. – Para fazer um lenço Hermès é necessário o trabalho de umas 60 pessoas. Portanto, o símbolo Hermès, como estatuto, são os clientes que acabam por decidir se querem colocar a marca à frente. Mas para nós, o preço dos nossos artigos tem a ver com a procura da melhor qualidade. O que se paga, na casa onde estou, é a salvaguarda da imaginação, da criatividade, da experiência. Como é que, na casa Hermès, é colocada a questão do útil?
P. M. – É sempre a primeira questão que nos colocamos: um produto para que tipo de uso? Émile Hermès fabricava arreios e, antes da guerra, fabricantes de arreios e selas como Hermès, havia para aí uns 200 em Paris. Hermès ficou só porque desde o início que esta casa tinha como ponto de honra a qualidade e a utilidade. Quando regressa do Canadá em 1918 com a patente dos fechos Éclair, que observara nas capas das viaturas, adapta-os e começa a colocá-los nas roupas e nas bagagens. Inova com um elemento útil. Será que os fabricantes de artigos de luxo cultivam a ambição de fazer história?
J. M. – Existem muito poucas casas de produtos de luxo que foram criadas nestes últimos 30 anos e se mantêm com sucesso. Somos obrigados a constatar que as grandes casas de luxo francesas têm todas elas uma história longa e um nome.
(Revista máxima)

:: Intensa Jennifer Connelly...








Para uma mulher tão inteligente quanto espantosamente atraente, Jennifer Connelly admite que o seu casamento com o actor Paul Bettany tem sido, em muitos aspectos, uma revelação. Curiosamente, o mais recente filme de Jennifer revelou-se uma experiência altamente perturbadora, precisamente devido à proximidade que ela sente a Bettany e à sua vida conjugal com o filho de ambos, Stellan, de quatro anos, e Kai, de 10, filho de uma anterior relação de Jennifer. Em Reservation Road, o novo filme, baseado no surpreendente romance de John Burnham Schwartz, o impensável torna-se realidade para um casal representado por Joaquin Phoenix e Jennifer Connelly quando o filho de ambos desaparece mesmo debaixo dos seus olhos vigilantes e acaba por morrer num acidente fatal. Jennifer começou como modelo aos 10 anos, por insistência de um amigo da família que era director de publicidade. O pai era fabricante de roupas e a mãe negociava em antiguidades em Brooklyn Heights, Nova Iorque. Aos 11 anos de idade, após ter aparecido em anúncios televisivos, teve o seu primeiro papel cinematográfico em 1984, na saga de Sergio Leone, Era Uma Vez na América. Hoje, com 36 anos, Jennifer é a beldade rara de Hollywood que não utiliza o seu sex appeal, preferindo papéis sérios como o que desempenhou em Uma Mente Brilhante [2001], pelo qual obteve o Óscar de melhor actriz secundária, e Uma Casa na Bruma [2003].
Reservation Road deve ter sido emocionalmente muito pesado para si no sentido em que se trata da perda trágica de um filho
Sim, porque os meus próprios filhos estão sempre no meu pensamento e, não estando perto deles, fico duplamente ansiosa. Eu comprei todos esses grandes livros sobre perda e as diferentes fases da dor por que se passa. A desorientação, o choque, a incapacidade de aceitar, a raiva. Enquanto duraram as filmagens eu tinha imensa dificuldade em adormecer à noite porque fico impressionada com estes assuntos. Eu sou assim porque basicamente sou mãe. Teve como efeito tornar o meu amor pelos meus filhos ainda mais intenso porque nos apercebemos quão preciosa é a vida. Foi muito difícil passar diariamente pelo desgosto desta mãe. Houve noites em que peguei no carro e fui a casa, do local das filmagens, em Connecticut, até Nova Iorque, só para dar um beijo aos meus filhos enquanto eles dormiam. Precisava de me tranquilizar. A mãe no filme acaba por conseguir continuar com a sua vida porque tem outra criança, uma filha, para cuidar...
Em cima, quando recebeu o Óscar de melhor actriz secundária pelo seu desempenho em Uma Mente Brilhante. Com Paul Bettany, o marido, e com o filho, Kai. É verdade. Ela volta à vida quando a filha lhe diz: “O pai está outra vez a dormir no sofá. Não há comida e vou chegar tarde à escola, e tu continuas na cama. Então, e eu?” É aí que ela percebe que, apesar da perda que sofreu, o seu papel de mãe tem de continuar.
No entanto, o pai (Joaquin Phoenix) fica obcecado em encontrar o condutor que atropelou o filho e fugiu. O que é que achou disso?
Há muita gente assim. Querem uma qualquer forma de justiça. Primeiro passei muito tempo a observar aquele género de chat rooms da Internet que, neste filme, o pai se sente compelido a visitar, sites onde pais se consolam uns aos outros e engendram formas de apanhar os autores dos crimes. Passado algum tempo deixei de visitar esses sites porque senti que estava, de algum modo, a trair uma confiança – que estava a entrar num território ao qual eu não pertencia.
Grande parte dos seus filmes lida com território emocional difícil. Sente-se, como actriz, atraída para esse género de condição?
Sim, sinto... Tenho tendência para tornar as coisas mais difíceis para mim do que seria preciso. Sempre fui muito dura comigo mesma, desde criança, sempre a tentar ser perfeita e a distinguir-me em todas as coisas.
Isso pode ser um fardo na vida...
Sim, e tem sido. Obviamente que uma pessoa esforçar-se para ser bem sucedida acaba por compensar em muitos aspectos e eu consegui na vida muita coisa de que me orgulho. Mas também sofri muitos medos e baixa auto-estima. Só recentemente, no meu casamento com o Paul [Bettany], é que deixei de me autoflagelar nesse sentido.
Disse que o seu casamento com Paul a ajudou a acalmar-se. Pode concretizar um pouco melhor?
Em relações que tive anteriormente, nunca senti um tão grande empenho. Era muito independente e tinha a minha própria vida. Mas a minha maneira de pensar mudou com o nascimento do meu primeiro filho e com a dor da separação do pai de Kai [David Dugan]. Com o Paul sinto-me verdadeiramente ligada e confortável com o facto de estar apaixonada por ele, de desfrutar do nosso casamento e do tempo que passamos juntos.
Foi uma criança ultra-realizada. Começou por ser modelo aos 10 anos. Isso constituía uma outra forma de se pôr à prova?
A verdade é que a ideia não foi minha. Um amigo da família que trabalhava numa agência de publicidade disse à minha mãe que eu podia fazer carreira de modelo infantil. Para uma perfeccionista que se autotestava constantemente isso só serviu para exacerbar uma série de sentimentos negativos que eu tinha. Talvez não tenha sido a escolha certa para mim, mas levou à representação e, por isso, foi útil, suponho.
O seu primeiro papel foi no filme de Sergio Leone, Era uma Vez na América, onde a sua personagem era a namorada de infância de Robert De Niro. Tinha nessa altura 11 anos e de repente ficou com uma carreira...
Foi incrível. Era a primeira vez que eu via a Itália e que estava num local de filmagens. Foi quase mítico: cenários maravilhosos e montes de figurantes e actores fantásticos.
Essa experiência deixou-lhe o bichinho da representação?
Sim, eu estava constantemente a ir a audições e adorava todo aquele espectáculo do cinema e era uma forma de conhecer gente e de me obrigar a sair deste pequeno mundo fechado que construíra para mim própria. Mas foi uma maneira estranha de passar os anos da minha adolescência. Não tinha amigos, sentia-me velha e consciente e completamente fora da realidade de todos os outros jovens da minha idade.
Rebelava-se contra a sua beleza e contra o facto de os rapazes estarem constantemente a atirar-se a si?
Não é bem assim. Eu nunca me vesti de forma a realçar a minha feminilidade nem de forma a parecer mais atraente. Usava roupas largas e botas da tropa e basicamente mantinha-me afastada de todos. Não era uma companhia lá muito divertida.
Mas em filmes como The Hot Spot com Don Johnson, deve ter tomado mais consciência da sua aparência e do impacto que ela teria em termos da sua carreira.
Sim, mas estava como que a resistir a ficar encurralada nesse nicho. Eu não me importo de ser sexy na tela. Mas queria fazer outras coisas e participar em filmes de que gosto e me tocam. Por isso evitava aceitar papéis em que a minha aparência fosse o centro das atenções e procurava um trabalho em que o centro fosse a personagem e a história, muito embora isso fosse um risco porque muitos desses filmes apenas são vistos por um público limitado, como foi o caso de A Vida Não É Um Sonho [onde Jennifer desempenhou o papel de uma heroinómana], mas foi um dos melhores papéis da minha carreira e trouxe-me muitos outros bons trabalhos.
Como consegue conciliar a responsabilidade de criar um filho com as suas ambições profissionais?
O Paul e eu tentamos alternar a nossa participação em filmes de forma a haver sempre um de nós que tome conta das crianças e possa passar algum tempo com o outro enquanto duram as filmagens. Também tentamos respeitar os períodos escolares do Kai e o facto de o pai dele estar nos Estados Unidos, pois queremos assegurar-nos que essa relação se mantém forte. Normalmente conseguimos uma boa gestão de todas essas coisas, embora por vezes se possa tornar um pouco frenético e tenhamos de viajar bastante para manter a família unida!

:: Lazer - livros...
















O Teu Nome Flutuando no Adeus, de vários autores Alicia Gimenez Bartlett, António Sarabia, Horácio Vazquez-Rial, José Manuel Fajardo, José Ovejero, Luis Sepúlveda, Mário Delgado Aparain, Mempo Giardinelli e Nuria Barrios reunidos num livro sobre o amor. Os nove romancistas foram convocados a recordar desencontros amorosos, naufrágios afectivos,...ler artigo >>>

Cecília Supico Pinto, de Sílvia Espírito Santo Trata-se de um testemunho único e fundamental de uma protagonista do século XX, que depois do 25 de Abril optou pelo anonimato. Cecília Supico Pinto fundou o Movimento Nacional Feminino, foi casada com um homem forte do regime, foi amiga e confidente de Salazar e visitou o cenário da guerra...ler artigo >>>

Porque Acontecem Coisas Boas às Pessoas Boas, de Stephen Post e Jill Neimark Uma vida mais longa, mais feliz, mais saudável. Mas, acima de tudo, uma vida com significado. Se a ciência lhe dissesse que isso seria possível com a simples mudança de um comportamento, mudá-lo-ia? Neste livro, Stephen Post e Jill Neimark conjugam a ciência emergente do amor e da generosidade com...ler artigo >>>

O Bilhete Premiado da Vida, de Brendon Burchard Uma história triunfante de desenvolvimento e transformação pessoal que irá inspirar todos os leitores que alguma vez desejaram ter uma segunda oportunidade na vida. Este livro conta a história de um homem que está de tal maneira encurralado nas prisões do seu passado, que não consegue ver as...ler artigo >>>

Cerejas de Celulóide, de Zilda Cardoso Este é um livro que vive de sentimentos entrelaçados, que nos envolvem. São pequenas coisas a desenharem brandas emoções. A autora escreve sobre o mundo das mulheres, da sexualidade, do valor da vida, e da morte, sobre a política social. Mas escreve também sobre a cidade, o cinema, o circo, o...ler artigo >>>
(Revista Máxima)


:: Mel Ramos...











Mel Ramos Arte pop e logotipos publicitarios

:: Fotografias uma bonita selecção...











Uma selecção de 20 bonitas fotografías HDR

lunedì

:: Uma Mulher de Armas... Octávia Frota...


Do quadro directivo da Agência Europeia de Defesa. E durante muito tempo, Octávia Frota foi a única mulher e única portuguesa naquela entidade.
Por Mariza Figueiredo l fotografia de ricardo quaresma Vieira Não concebe outra forma de viver que não seja apaixonadamente. Octávia Frota fala com encanto de temas áridos, como propergóis compósitos e explosivos. Nunca planeou a carreira, mas a sua trajectória tem sido brilhante. Está na Agência Europeia de Defesa desde 2004, praticamente desde a sua criação, onde sempre ocupou o cargo de directora adjunta para Investigação e Tecnologia. “Temos por missão promover a cooperação europeia na área da Defesa, mais especificamente no âmbito de Capacidades de Defesa, Armamentos, Indústria e Mercado de Defesa, bem como de Investigação e Tecnologia.” Acredita profundamente no mérito técnico e científico dos portugueses e não percebe por que há tantos complexos a esse nível. “Cheguei a Bruxelas única e exclusivamente por mérito técnico e científico próprio. Nunca fui funcionária governamental e estava fora do país desde 1997. Só não faz caminho quem não quer. Não acredito em discriminação. E mesmo que ela exista, pode ser superada porque tudo na vida é superável.” Mas para aí chegar, foram inúmeros os dias, feriados e fins-de-semana em laboratórios, incontáveis as noites em bunkers e um tempo sem conta em pé ao frio, à chuva e ao vento. “No fim, não é essa a memória que tenho. É um trabalho de tal maneira fascinante… Ver queimar uma carga de propergol, ver explodir uma carga, são dois tipos de trabalhos distintos, mas que dão imenso gozo”, relata. “O mundo dos materiais energéticos, civil ou militar, é um mundo que apaixona. São ciências que agem como um vírus, mas um vírus bom, que se infiltram no nosso sangue… e é impossível não nos apaixonarmos. Basta ver o efeito que tem em qualquer pessoa ver o lançamento de um shuttle, de um lançador Arianne 5…”
Octávia Frota não abre mão da família nem dos amigos. Adora ter a casa cheia e é uma grande cozinheira. Ao mesmo tempo, gosta de restaurar peças velhas ou antigas. E para entendermos um pouco do universo em que Octávia Frota sempre trabalhou, convém saber que há cargas de propergóis e cargas de explosivos – que são duas coisas distintas. As primeiras são usadas para fins de propulsão. As segundas, no caso de Octávia Frota, foram utilizadas para testes de segurança de sistemas de munições. Estes testes experimentais estabelecem parâmetros de segurança utilizados para regulamentar o transporte, armazenamento, manuseamento e procedimentos de “fim de vida” (desactivação, desmantelamento, destruição) de explosivos e/ou munições para as diversas aplicações militares, prevenindo assim a ocorrência de acidentes. Os Estados Unidos, como país principalmente afectado pelos acidentes com sistemas de munições, desenvolveu infra-estruturas e testes experimentais capazes de todo o tipo de testes. A Europa, por seu lado, pagava para fazer estes testes nos Estados Unidos, com todos os inconvenientes associados à exportação de materiais energéticos. “Estive justamente a desenvolver uma infra-estrutura e testes experimentais que permitissem realizar estes mesmos testes na Europa. A infra-estrutura envolve não só a certificação de bunkers, mas passa igualmente pela criação de todo o equipamento de menor dimensão, como o design e construção dos veículos para os diversos testes, equipamentos de aquisição de dados relativos a diversos parâmetros (temperatura, pressão, tempo para explosão, etc.) e protocolos de teste.” A especialista faz uma ressalva: “Estes testes são igualmente aplicados em composições (propergóis e explosivas) que se destinam a fins civis. Só cerca de nove por cento da produção mundial de explosivos é utilizada para fins militares. Todo o resto é utilizado na construção de estradas, casas e escolas, extracção de minérios, na indústria petrolífera, etc.” Cresceu em Coimbra e aí se licenciou em Química, tendo feito uma tese de licenciatura no LNETI - Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, em Lisboa. Entretanto, Octávia Frota foi convidada para ir trabalhar para o Laboratório de Energética e Detónica, onde integrou a primeira equipa portuguesa a trabalhar em Propulsão Sólida. Fez o mestrado em Ciências da Engenharia Mecânica, em Coimbra, com especialização na mesma área. O próximo passo leva-a para fora do país, para a escola mais antiga de artilharia do Reino Unido, o Royal Military College of Science. O convite surge depois de o director do Department for Environmental and Ordnance Systems ter visto uma apresentação do seu trabalho de mestrado nos Estados Unidos. Octávia Frota passa então a integrar aquele departamento especializado em sistemas de defesa e temáticas de impacto ambiental de sistemas de munições. Um convite do chefe de divisão de Propulsion and Aerothermodinamics, do Centro de Investigação e Tecnologia da Agência Espacial Europeia (ESA/ESTEC), leva-a para aquela entidade. Para além de acompanhar como perita projectos que eram contratados com a indústria e instituições europeias, desenvolve estudos sobre Propulsão Híbrida e Propulsão Líquida de Próxima Geração. A visita a um site na Internet levou--a a esta etapa em que se encontra agora. Contava 37 anos. “Tinha acabado o meu contrato com a Agência Espacial Europeia e quis tirar seis meses de férias, porque precisava de descansar ao fim de tantos anos de trabalho intenso. Acabei por descobrir o anúncio desta nova agência, a ser criada. A Agência Europeia de Defesa, naquela altura, limitava-se ao gabinete de Javier Solana, actual representante máximo desta entidade, e a um grupo de poucos elementos denominado AET (Agency Establish ment Team).” E se a Agência Espacial Europeia tinha um carácter mais técnico, a Agência Europeia de Defesa tem um cariz muito mais político. “Foi criada para promover a cooperação europeia na área da Defesa, com o objectivo de dotar a Europa de capacidades de Defesa para resolução de crises, no enquadramento da Política Europeia de Segurança e Defesa”, explica a especialista. Há, entre os Estados-membros da Agência, 26 realidades distintas com estruturas nacionais distintas, com prioridades nacionais distintas, com formas e mecanismos de investimento distintos – todo um cenário de fragmentação de processo. Tal reflecte-se em dificuldades operacionais em missões conjuntas no âmbito da União Europeia, pois é ne- cessário utilizar pessoal com treino diferente, equipamento diferente, com protocolos operacionais diferentes. “Isso traduz-se numa enorme ineficácia. Os resultados que se conseguem no terreno não estão ajustados aos investimentos. Estamos a tentar fazer com que todos estes Estados-membros não tenham, por exemplo, cada um o seu programa de carro blindado. Há que tentar trazer à mesma mesa todos estes Estados-membros e tentar promover a cooperação em áreas de sinergia – maximizar os pontos comuns, tentando eliminar o mais possível as diferenças, de forma a reforçar competências europeias e permitir mercados de escala. Muito tem vindo a ser feito pelos Estados-membros noutros organismos europeus e internacionais antes da criação da Agência Europeia de Defesa, mas muito há ainda por fazer. Esta é essencialmente a primeira responsabilidade da Agência.”

:: Associação Novo Futuro - Isabel Guerra...





Há quase seis anos que Isabel Guerra preside à associação Novo Futuro. Conduz esta organização e os seus seis lares com o olhar prático de uma gestora, o coração de uma mãe e uma disposição invejável.


A vida dos irmãos Pedro, Paulo e Manuel*, de 14, 15 e 16 anos, mudou do dia para a noite. Ficaram órfãos de mãe e passaram a viver com o padrasto. Negligenciados por este, acabaram por ficar na rua, sem ter onde viver. Quando foram para a Novo Futuro eram agressivos, não respeitavam regras e apresentavam hábitos de delinquência. No lar onde passaram a viver chegou-se mesmo a recear pela integridade dos mais pequenos e a pensar que a integração dos três irmãos não seria possível. Este não foi um trabalho fácil. O caso destes três rapazes é um entre tantos que cruzam os corredores dos tribunais de menores e terminam em instituições de apoio. Mas mesmo para estas histórias é possível um final feliz. E a Novo Futuro conseguiu encontrá-lo. Equipa técnica, funcionários, padrinhos e amigos da casa para onde foram empenharam-se à exaustão. Hoje, Pedro, Paulo e Manuel estão plenamente integrados. Sentem a casa como sendo deles também, são educados e carinhosos. “Estes resultados devem-se à qualidade do trabalho das equipas envolvidas, mas também ao carinho, ao afecto, à compaixão e ao amor universal destas pessoas. Esta capacidade de amar é indispensável a quem trabalha neste tipo de instituições”, sublinha Isabel Guerra.Nada parece complicado para esta mãe de quatro filhos, “já todos mais ou menos encaminhados”. Dificilmente a ouvimos queixar-se da falta de dinheiro ou dos entraves políticos ou legais com que este tipo de organização invariavelmente se esbarra. Mas quando qualquer coisa afecta alguma das crianças e jovens da instituição tudo muda.
Isabel Guerra não é uma mulher de meias medidas, deixa-se envolver por completo.A sua área de eleição é a das Ciências da Educação.
Chegou mesmo a ter o seu próprio colégio. Deixou a carreira para acompanhar
os filhos mas canalizou boa parte da sua energia para a sociedade civil.
Esteve na política, como fundadora e dirigente da juventude centrista, e, mais tarde, fundadora do partido da Nova Democracia. E está envolvida com outra instituição, o projecto Família Global, que abarca idosos, mães solteiras e famílias, e cujo trabalho de apoio é feito no terreno. Ali, tem uma intervenção mais discreta e pontual. O contacto com a Novo Futuro surgiu por ocasião do lançamento da associação. Fez-se logo sócia. E, em 2002, foi desafiada a assumir a presidência da direcção. Ao iniciar as suas funções tinha como meta criar uma equipa técnica forte, competente e eficaz. “A equipa técnica é sempre a espinha dorsal de uma instituição como esta”, sublinha. E acrescenta: “Hoje, contamos com um grupo mais completo e extremamente capaz. São três técnicos superiores de Serviço Social, quatro psicólogos, sete educadores sociais e os auxiliares de acção educativa.”


Retrato da instituição A Novo Futuro é uma Instituição Particular de Solidariedade Social O Estado dá 40 por cento das verbas de que necessita; o restante é suportado por mecenas O BES é actualmente o seu patrocinador mais forte São angariados fundos também com iniciativas como o Rastrillo e a venda de postais de Natal Contam com donativos e participações individuais como a dos padrinhos benfeitores, que doam 750 euros por ano para apoiar as crianças Todas as casas contam com uma dupla de voluntários – um homem e uma mulher – que funcionam como figuras de referência de afecto. Levam os rapazes ao futebol, ensinam as raparigas, transmitem valores, ajudam na formaçãoIsabel Guerra gosta de acompanhar de perto o trabalho destes profissionais e faz também visitas regulares aos lares. “Costumo ir jantar com os jovens. Eles precisam e gostam de falar, de conversar. É sempre importante sentirem que a presidente da direcção está lá. Isso é essencial”, afirma.A Novo Futuro tem origem em Espanha, onde funciona há cerca de 40 anos. Baseia-se no acolhimento com contornos familiares, já que as suas casas abrigam em média oito crianças. “O próprio Estado espanhol valoriza-a muito”, observa a presidente. O projecto chegou a Portugal há 10 anos pelas mãos de Teresa Mathias, mulher do embaixador de Portugal em Espanha na altura, e foi impulsionado pela então primeira-dama, Maria de Jesus Barroso. Portugal conta com seis casas da Novo Futuro, situadas nos conce-lhos de Lisboa, Sintra, Gaia e Cas-cais. Ali vivem 55 crianças e jovens entre os sete e 21 anos. Nesta organização os irmãos nunca são separados. “Por vezes é o único vínculo afectivo que lhes fica”, esclarece Isabel Guerra.As casas não têm letreiros que as identifiquem como instituições de acolhimento, o que ajuda a que as crianças tenham um desenvolvimento saudável, sem estigmas. Crianças e jovens frequentam as escolas dos bairros onde moram e desenvolvem actividades extracurriculares. “Cada um tem direito de escolher uma. Há inclusivamente uma rapariga que frequenta o Conservatório, onde aprende violeta (instrumento de corda).” As probabilidades de ficarem na instituição até à vida activa são muitas. “Defendemos que aos 18 anos são maiores de idade mas não estão prontos para a vida activa, como os nossos filhos também não estão”, explica. Estes jovens ingressam em cursos té-cnico-profissionais ou mesmo na universidade e quando terminam a escolaridade recebem apoio durante algum tempo. “Ajudamos a procurar a primeira casa – em geral um quarto ou alojamento – e contribuímos com as primeiras despesas. Depois, como em qualquer família, eles estão em contacto connosco. Há uma relação que se mantém”, explica.A nova meta de Isabel Guerra é criar residências para estes jovens que estão em autonomia. “Se tiverem apoio numa residência vocacionada para eles será muito melhor do que andarem por aí”, confessa.A experiência na Novo Futuro tem sido “uma aprendizagem importante e forte” para Isabel Guerra. “Tenho aprendido que com amor e compaixão faz-se maravilhas. Infelizmente também tenho tido frustrações porque não conseguimos alcançar o sucesso com todos. Temos uma percentagem de insucesso muito pequena, perto dos 12 por cento. Quando vejo um menino de 13 anos ir para um colégio de reinserção social, que no fundo é uma prisão para jovens, fico muito frustrada”, desabafa.Um jovem adolescente enfrenta uma situação destas quando comete um delito. E isso já aconteceu durante a sua gestão. “Mesmo assim, podemos encontrar um aspecto positivo, que é a referência que a associação deixa para estes jovens.” Neste momento diz-se indignada com a aprovação do decreto-lei que regula o ensino especial. “Vai prejudicar centenas de crianças que têm dificuldades cognitivas, e, entre elas, um dos jovens acolhidos na Novo Futuro.” Refere-se a um rapaz de 13 anos que até agora frequentava o ensino regular e com esta idade ainda não conseguia ler. Conseguiram quem patrocinasse a sua frequência num colégio privado de ensino especial durante este ano lectivo. “Já se nota uma evolução, mas será que para o ano vamos ter um patrocinador? Como é que um jovem institucionalizado ou carenciado pode alcançar um real desenvolvimento se o Estado não subsidia a sua frequência num estabelecimento especializado? Até hoje não vi nenhum governo a preocupar-se verdadeiramente com os superiores interesses das crianças.”*Os nomes foram alterados para proteger a identidade dos jovens

sabato

:: Prémio José Donoso entregue ao escritor António Lobo Antunes...



António Lobo Antunes congratula-se com prémio José Donoso O escritor
António Lobo Antunes congratulou-se hoje com o facto de ser o primeiro
escritor europeu a receber o Prémio José Donoso, um dos mais prestigiados do panorama literário Ibero-Americano, atribuído pela Universidade de Talca, no Chile.
«Para mim, um prémio com o nome de um escritor latino-americano - que tão importantes foram para os escritores da minha geração e tão importantes continuam a ser para todos os escritores - é uma honra», disse o romancista,
na cerimónia de entrega do galardão que o distinguiu em 2006, realizada no Instituto Cervantes, em Lisboa.
Composto por uma medalha, um diploma e um cheque de 20 mil dólares,
o prémio José Donoso foi entregue ao fim da tarde a Lobo Antunes pelo reitor da Universidade de Talca, Juan Antonio Rock, numa sessão que contou igualmente com a participação do presidente do júri, Javier Pinedo, da mesma universidade, e de António Vieira Monteiro, do Banco Santander.
Às vezes - observou o escritor - «digo a mim mesmo que um prémio nada tem
que ver com a literatura, no sentido em que não a torna nem melhor, nem
pior do que era, o que não é literalmente verdade».
«Recebi muitos prémios - por vezes, penso que sou um cavalo, que ganha
prémios - mas poucos me deram
CONTINUA ...

martedì

:: Livros - O Último Minuto na Vida de S.,


O Último Minuto na Vida de S., de Miguel Real
2008-02-18 06:19:03

Snu Abecassis e Francisco Sá-Carneiro viveram um grande amor que está na base desta ficção.
“S.”, personagem inspirada em Snu Abecassis, a narradora desta história, mulher bonita, inteligente e culta, vinda da Suécia no início dos anos 60, divorciada de um português, ficaria à frente de uma prestigiada casa editora: “(…) desafiara o Estado publicando livros proibidos”. Por ela se apaixonou Francisco Sá-Carneiro, primeiro-ministro de Portugal, casado e com filhos – um escândalo, à época, no “país mais arcaico da Europa”. Um grande amor, corajosamente assumido ao longo de quase três anos. Em Dezembro de 1980, apanharam uma avioneta para o Porto num clima de tudo ou nada em relação ao candidato presidencial apoiado por Sá-Carneiro, para participar no último comício da campanha eleitoral. O Cessna despenhou-se, foi bomba, morreram abraçados. Um grande escritor partiu daqui para uma ficção em que a heroína traça um retrato nu e cru do país e da sua vida pessoal, em flashback, momentos antes de embarcar na avioneta. S. tinha “uma vida por viver”, como dizia ao marido, que lhe respondeu: “A tua vida é a minha vida.” Mas não era, os filhos e a casa não lhe chegavam. Com o grande político viveu um amor “pleno, íntegro, absoluto, inteiro”. Já é um mito. (QuidNovi, 126 pp, capa dura, € 11)

giovedì

:: Clouds...


:: Publicidade Controversas...









Confira alguns dos anúncios mais polêmicos já feitos no mundo da moda, segundo a publicação americana Debonair Magazine.